Sesi e Senai: o impacto na vida das pessoas | Fábio Campana

Sesi e Senai: o impacto na vida das pessoas

Sesi e Senai se fazem presentes na vida real, no dia a dia de trabalhadores e de indústrias, no cotidiano de empresários que se esforçam para manter os seus negócios.

artigo de Edson Campagnolo

O meu primeiro contato com Sistema S foi quando eu recebi, na minha indústria em Capanema, um gerente da unidade do Senai da região Sudoeste do Paraná. O Senai nos sugeriu adequações no layout da fábrica que ajudaram a otimizar a produção. Naquele mesmo ano, conseguimos exportar. Foi apenas o começo de uma relação com o Senai e com o Sesi que perdura até hoje. Uma história em que eu, minha empresa e o Senai, somos, ao mesmo tempo, protagonistas e atores de transformação.

Assim que assumi o primeiro mandato à frente da diretoria da Fiep, em 2012, optei por uma gestão descentralizada, cuja atenção estivesse voltada à diversidade industrial do estado do Paraná e que ouvisse as demandas do setor produtivo. De atendido, passei a ser vetor do atendimento do Sesi e do Senai e, a partir dessa estratégia de aproximação com o interior, pude perceber como as duas entidades transformam, não só a vida do cidadão comum e dos trabalhadores, mas também das indústrias.

Como transformou a vida de um jovem que perdeu a visão aos 16 anos e foi acolhido pelo Colégio Sesi e pelo Senai. Com a ajuda dos professores e colegas de curso desenvolveu uma luva-guia que, por meio de sensores, ajuda deficientes visuais a evitar obstáculos. O Sesi e o Senai estavam lá para apoiar a sua ideia e dar os subsídios necessários para colocá-la em prática.

Quis começar esse texto com exemplos reais, pois é assim que o Sesi e o Senai se fazem presentes: na vida real, no dia a dia de trabalhadores e de indústrias, no cotidiano de empresários que, mesmo sob o pesado jugo da alta carga tributária e das intempéries de um cenário econômico pautado pelas decisões políticas, mantêm os seus negócios.

É por esse setor que nós, que fazemos parte do Sistema S, trabalhamos. Acreditamos que, juntos, governo e sociedade, podemos reverter o quadro de pessimismo que se instalou no Brasil nos últimos anos. E o Sistema S quer contribuir para que isso aconteça, fazendo o que tem feito há décadas: ajudado as empresas – de todos os portes, incluindo as micro e pequenas – a aprimorarem sua gestão e seus processos. Nós, do Sesi e do Senai no Paraná, acompanhamos a evolução da indústria e, com a força do nosso corpo técnico, conseguimos promover o resultado lá na ponta, junto à indústria.

Investimos alto, nos últimos anos, para ampliar nossa oferta de cursos nas áreas de tecnologia e inovação. E isso foi possível graças à implantação de uma rede que conta com sete Institutos Senai de Tecnologia (ISTs) e dois Institutos Senai de Inovação (ISIs), que prestam consultorias e desenvolvem pesquisas em parceria com empresas de vários setores industriais.

Além dos institutos, contamos, também, com 56 estruturas físicas em regiões estratégicas e 45 unidades móveis. Estas últimas vão aos lugares mais remotos levando cursos, eventos culturais, atendimento odontológico e exames gratuitos de prevenção ao câncer. Em 2018 realizamos mais de 175 mil matrículas no Sesi e Senai em cursos da educação básica à superior, do profissionalizante à educação continuada. Este último, voltado ao empreendedorismo lidera o número de matrículas. Mais do que oferecer caminhos para a profissionalização, também despertamos no jovem o interesse para empreender.

Cuidamos para que as indústrias sejam mais competitivas, oferecendo produtos e serviços compatíveis com o mercado atual, buscando soluções para atender às exigências da nova revolução industrial. No ano passado, 14.385 empresas contrataram os serviços de Sesi e Senai. Foram prestadas mais de 125 mil horas de consultoria em inovação e tecnologia. Cerca de 100 mil espectadores assistiram os eventos culturais do Sesi. Foram realizados 32 mil exames de prevenção ao câncer, além de quase 62 mil procedimentos odontológicos com valores subsidiados pelo do Cartão Sesi.

São números que mostram para que viemos e de que forma devolvemos para a sociedade a contribuição obrigatória incidente sobre a folha de pagamento das indústrias. A maior parte das receitas do Sesi e do Senai é aplicada em cursos e serviços gratuitos. Durante décadas esse Sistema tem funcionado e melhorado a vida das comunidades e beneficiado trabalhadores e suas famílias. Porque não há nada mais gratificante para os pais do que verem seus filhos se profissionalizando e sendo capacitados para competirem no mercado de trabalho formal. E assim a vida se multiplica e o Senai e o Sesi participam.

Edson Campagnolo é presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná.


8 comentários

  1. Paulão
    domingo, 13 de janeiro de 2019 – 17:46 hs

    Acompanho a história do Sesi e Senai ha 50 anos..Posso afirmar que nos últimos 25 anos houve um grande desvirtuamento de seus modus operandi, para pior. No passado havia gratuidade dos cursos e atendimentos pelo Senai ás empresas, bem como da parte do Sesi. Hoje além destas entidades compulsoriamente receberem contribuições das empresas, cobram valores absurdos das mesmas quando estas necessitam de determinados atendimentos. Os alunos que se inscrevem em cursos abertos p/senai pagam valores aviltantes.Por tudo isso o Dr. Paulo Guedes tem razões para realizar cortes nas arrecadações destas.Assim cabe ao Sesi e Senai reduzirem seus custos e acabarem de vez com cabides de emprego que lá existem.

  2. Zabra Q Tize
    domingo, 13 de janeiro de 2019 – 20:58 hs

    Conversa mole pra boi dormir. Atualmente, esse sistema é um cabidaço de empregos que aninha fracassados e loosers da indústria. Pequenos e irrelevantes empresários que se apossam de entidades sindicais e atribuem-se salários de 60 reais mensais, algo que jamais ganhariam em suas empresas.

  3. Intruso
    segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 – 0:59 hs

    É excelente entidade pra quem ganha c ela..

  4. Marcos
    segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 – 8:45 hs

    Só faltou o Campanholo contar quanto recebe de salário. Dizem ser de R$ 60 mil, e também dizer ao distinto pagador de impostos porque o presidente comprou uma camionete Volvo para a presidência . Tentou ser senador, vice do Ratinho e quando não conseguiu voltou correndo para a Fiep, pra não largar a teta.
    O Sesi é-o Senai são cabides de empregos, cheios de fantasmas ainda do instinto PT.
    Este Sr Campanholo é um esperto e um alpinista social.

  5. Marcos
    segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 – 9:31 hs

    Recebem altas $$$ do governo e ainda cobram caro pelos cursos técnicos, Ta chorando pois vai acabar essa teta.

  6. segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 – 11:21 hs

    GERAÇÃO DE SANGUESSUGAS,KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!

  7. Jair Santana de Menezes
    segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 – 15:59 hs

    Concordo plenamente com Paulo Guedes, esse sistema S não beneficia em nada a população que realmente precisa, os cursos são os mais caros do mercado. Não contribuem para melhoria do pais, da sociedade, só querem arrancar o nosso dinheiro.

  8. antonio carlos
    terça-feira, 15 de janeiro de 2019 – 8:34 hs

    O textão não diz nada, se viesse de outra fonte talvez até pudesse ser levado em consideração, mas vindo de quem vem não merece a menor consideração. O que o presidente do clube dos milionários quer é a manutenção do Sistema S, este que arrecada bilhões de reais mensalmente mas só explica a aplicação dos mesmos se quiser. Faca no Sistema S, financiador de canais de televisão.

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