Ricardo Barros: 'A quem interessa o ativismo político do MP? Não à democracia' | Fábio Campana

Ricardo Barros: ‘A quem interessa o ativismo político do MP? Não à democracia’

O ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP/PR) classificou de “ativismo político” o fato de o Ministério Público Federal (MPF) divulgar a denúncia relacionada à compra de medicamentos raros um mês após o protocolo na Justiça Federal, poucos dias depois do anúncio de sua candidatura à presidência da Câmara e já tendo conhecimento da decisão liminar da Justiça Federal que negou o bloqueio dos bens, omitindo a informação na nota à imprensa.
“Esse ativismo político do Ministério Público não ajuda a democracia”, afirma o deputado federal paranaense. Barros adianta que irá protocolar uma reclamação na corregedoria do MPF “para a apuração de responsabilidade da divulgação da matéria”.
O MPF protocolou a ação no dia 19/12 às 18h35, último dia antes do recesso judiciário, porém demorou quase um mês para divulgar. O texto foi publicado no site do MPF às 13h45 do dia 16/01. Cinco dias depois de o deputado paranaense ter anunciado a candidatura à presidência da Câmara.

DECISÃO – Além disso, quando divulgou a notícia, já era de conhecimento do MPF que a juíza Iolete Maria de Oliveira, da 22 Vara Federal de Brasília, havia negado o bloqueio de bens solicitado pela instituição.

O despacho da juíza foi assinado na sexta-feira passada, dia 11 de Janeiro, portanto cinco dias antes da distribuição do release. No texto, publicado no site da instituição e enviado aos veículos de comunicação do país, o MPF destaca que pede também a indisponibilidade de quase R$ 20 milhões dos acusados e omite o fato de a Justiça Federal ter negado o bloqueio.

MONOPÓLIO – Finalmente, a não inclusão na ação do laboratório que se recusou a fornecer o medicamento ao vencedor da licitação realizada pelo Ministério da Saúde é também inexplicável.

O Ministério Público Federal ignora que a ação envolve o monopólio de venda de medicamentos, o que impediu o Ministério da Saúde de adquirir medicamentos pelo valor mais baixo conseguido em concorrência.


7 comentários

  1. Sicar Bach
    sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 – 13:36 hs

    Finalmente alguėm resolveu falar da instituição do Bem que se mostra refém de lideranças com viés político-ideológico. Há muito tempo os membros do MP vêm perdendo força para pequenos grupos que detém o seu controle. É preciso legitimar outros órgãos de controle e responsabilização Civil e Penal em face de membros que se desviam. Cansamos de avisar que é a única instituição que investiga todos, menos ela própria. Ou lá não há falhas?? Só os outros erram?

  2. sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 – 13:46 hs

    Bah,kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

  3. Marcos
    sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 – 13:50 hs

    Esse coronel Barros não resiste à meia hora de auditoria.
    Suas atitudes são sempre suspeitas. Tentou mandar no Paraná e quebrou a cara. Aparelhou o governo do estado e a prefeitura do Greca com seus agregados, da sua filha e da esposa.
    Na próxima eleição mandaremos ele de volta pra Maringá.

  4. antonio carlos
    sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 – 14:40 hs

    O ativismo político do MP serviu muito bem ao pestismo. Quando este foi chutado do poder estes paladinos da Justiça começaram a procurar pelo em ovo, e achar chifre em cabeça de cavalo. Mas o tal Coaf também só apareceu agora, se escandalizou com a roubalheira da família do presidente, mas dos ex-presidente e da sua família nunca deu um pio sequer. Existem coisas em Pindorama das quais até Deus duvida.

  5. Do Mato
    sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 – 14:55 hs

    Enquanto o MP investigava os outros eles estavam fazendo seu trabalho mas quando ele começa a investigar eles ai vira ativismo político.

  6. sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 – 21:31 hs

    Esse senhor gosta muito de descontrole na saúde, tanto que transformou o seu órgão de Auditoria do SUS (DENSUS) em um Departamento de nada. Transferiu e subordinou as Auditorias Regionais dos Estados ao Chefe dos Núcleos. Elas não têm autonomia de nada. É assim que ele gostava, sem controle algum. Ainda bem que essa peça foi embora. Simplismente uma lástima para o controle dos recursos e da qualidade do atendimento e assistência à saúde dos usuários do SUS.

  7. Juventino clemente
    sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 – 21:46 hs

    Paladinos justiça
    Concurseiros filhinhos de papai
    Contra o mundo.
    Pais virou refém mpf,mor,MP.

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