Ministro do Meio Ambiente defende parcerias e elogia papel de Itaipu | Fábio Campana

Ministro do Meio Ambiente defende parcerias e elogia papel de Itaipu

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quinta-feira (10), em Foz do Iguaçu (PR), que o modelo de gestão do Parque Nacional Iguaçu (PNI) é um exemplo de parceria entre os setores público e privado que deu certo e deve ser levado para todo o Brasil. Ele também elogiou o papel de Itaipu Binacional na promoção do turismo, do desenvolvimento socioeconômico e na conscientização ambiental.
“O Parque Nacional do Iguaçu é um grande atrativo turístico para o Brasil e demonstra a eficiência da parceria público-privada: o poder público dá as condições [necessárias] e o setor privado desempenha bem os serviços”, afirmou.
Ricardo Salles esteve no Paraná para participar das comemorações dos 80 anos do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga as Cataratas do Iguaçu. A cerimônia teve a participação do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, do presidente do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Adalberto Eberhard, do prefeito em exercício, Nilton Bobato, e do diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Marcos Stamm – entre outras autoridades.
Os diretores de Itaipu Newton Kaminski (Coordenação), Mauro Corbellini (Técnica) e João Pereira dos Santos (Administrativo) também estavam presentes. 

O ministro Ricardo Salles elogiou o modelo de concessão do Parque Nacional do Iguaçu. Cerimônia teve as Cataratas como cenário.

“O turismo concorre em várias frentes: divulgação de riquezas, conscientização ambiental, desenvolvimento econômico, e esse é um grande trabalho que se faz na Itaipu”, disse o ministro, que também destacou a principal missão da empresa, recordista mundial na produção de energia limpa e sustentável. “Sem energia o Brasil não se desenvolverá.”

Ratinho Junior acrescentou que o modelo de concessão do Parque Nacional do Iguaçu mostra que é possível conciliar a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento econômico e a geração de emprego e de renda.

No seu primeiro evento público desde que assumiu o cargo, no dia 1º, o governador antecipou dois programas que pretende lançar em breve: o Viaja Paraná, para estimular os paranaenses a conhecer os atrativos turísticos do Estado, e o Destino Paraná, com foco em viajantes de outras regiões do Brasil e do exterior.

“Nosso objetivo é fazer do turismo do Paraná uma vocação forte, estratégica, para que possamos gerar riqueza, emprego, e para que o nosso Estado se desenvolva. E as Cataratas do Iguaçu são o nosso cartão postal”, salientou.

Ratinho Junior defendeu ainda a necessidade de ampliação do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e a duplicação da BR-469, a Rodovia das Cataratas. “Se Foz é o segundo destino turístico do Brasil para viajantes do exterior, não é lógico não ter um aeroporto adequado e uma rodovia duplicada”, disse. “Vamos trabalhar neste sentido.”

Momento de emoção

Marcos Stamm foi convidado para compor a mesa de autoridades na solenidade oficial e classificou a comemoração dos 80 anos do PNI como “um momento de grande emoção”. Segundo ele, o turismo é uma atividade que une Itaipu e as Cataratas: o primeiro é o destino turístico mais importante da região e recebeu, no ano passado, 1,9 milhão de visitantes; a usina é o segundo atrativo mais visitado, com 1 milhão de visitantes no mesmo período.

Stamm lembrou que o parque nacional e a faixa de preservação ambiental do reservatório estão fisicamente conectados, com o Corredor da Biodiversidade Santa Maria – iniciativa da binacional. Além disso, Itaipu e o parque desenvolvem uma série de parcerias, ações e políticas convergentes na área ambiental. “Esse é um dado muito importante. Porque demonstra a responsabilidade que nós temos com a preservação do meio ambiente.”


Um comentário

  1. Rafael de Lala
    sexta-feira, 11 de janeiro de 2019 – 12:12 hs

    O Parque Nacional do Iguaçu foi uma contribuição do inventor Santos Dumont – pai da Aviação – quando passou pela região de Foz, em 1916. Vindo a Curitiba em lombo de mula, Dumont se articulou com o Instituto Histórico e conseguiu ser recebido pelo então governador (presidente do Estado), Afonso Pena. Defendia que aquela área de extraordinaria beleza natural precisaria ser preservada, obtendo a sua desapropriação e oferta do Paraná à União; só formalizada com o recebimento oficial da doação paranaense na década seguinte.
    Por isso entidades paranaenses – como o Movimento Pró-Paraná e o Instituto Histórico (de que SD foi associado benemérito), instam para que a memória do inventor seja destacada, por sua antevisão, quando comemoramos os 80 anos da criação do Parque Nacional do Iguaçu.
    Rafael de Lala, jornalista, Associação Paranaense de Imprensa

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