Investimentos das cidades brasileiras chegam ao pior nível dos últimos 12 anos | Fábio Campana

Investimentos das cidades brasileiras chegam ao pior nível dos últimos 12 anos

Os investimentos nas cidades caíram e vem atingindo o patamar mais baixo dos últimos 12 anos, segundo a Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Entre 2010 e 2014, a média dos investimentos ficou pouco a baixo dos R$ 60 bilhões em valores corrigidos pelo IPCA. Em 2015, no início da crise econômica, os investimentos recuaram pra cerca de R$ 50,2 bilhões, no ano seguinte para R$ 42,7 bilhões e em 2017 atingiu a menor cifra dos anos recentes de R$ 27,2 bilhões, montante só comparável ao de 2005 que foi de R$ 26 bilhões. As informações são da GloboNews.

Os municípios também nunca investiram tão pouco em relação ao orçamento total. O peso dos investimentos no total de gastos municipais também despencou de 13,4% em 2008 atingindo 5% em 2017, o menor patamar desde o inicio da série do anuário da Frente Nacional de Prefeitos em 2002.

A redução dos investimentos impactam diretamente na vida da população com a perda na qualidade dos serviços públicos.

“Tem que combater firmemente a corrupção, tem que oferecer qualidade no gasto aumentando a eficiência no dinheiro que o cidadão paga por meio de impostos. E como você oferece qualidade nos gastos? investindo em tecnologia, tem que investir em tecnologia em soluções de processos, simplificar, diminuir a burocracia, melhorar a transparência de uma forma que os gastos melhorem e os recursos possam ser canalizados para o investimento que é tão importante”, disse o secretário Executivo da FNP, Gilberto Perre.

O professor de finanças e economia, Rui Quintans, explica como essa falta de investimentos nas cidades, atinge a população. “Quando nos referimos a gestão financeira, de instituições ou empresas, há três rubricas do dispêndios dessa instituição, que são os custeiros, as despesas e os investimentos. No caso específico de instituições governamentais, municípios, estados e a própria União, o investimento está associado aquilo que chamamos de despesas discricionárias, então em caso que haja queda de arrecadação e aumento da despesa ou pelo menos da manutenção dele, evidentemente o investimento vai sofrer”, disse

“No período de 2014 para cá, nós vimos queda do investimento em relação ao orçamento na ordem de 57% em capitais brasileiras. Isso realmente é desastroso porque o investimento ajuda a melhorar os serviços públicos e mantê-los, como hospitais, escolas, viadutos, ruas, estradas, etc. E que temos vistos, pelos menos nos últimos cinco anos, é uma queda acentuada do investimento, consequentemente, um abandono em relação a esse equipamento, a esses ativos do Estado”, completou.


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