As sérias trapalhadas do MEC | Fábio Campana

As sérias trapalhadas do MEC

Ontem, o Estadão publicou novas regras do MEC para a compra dos livros didáticos que todas as escolas públicas do país utilizam. O texto trazia mudanças significativas como a retirada dos parágrafos que garantiam que a obra deveria “estar isenta de erros de revisão e /ou impressão”; a retirada da exigência de que as ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país” e de que é obrigatório “promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo, valorizando seus valores, tradições, organizações, conhecimentos, formas de participação social e saberes”; a parte em que se fala de “especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher” também havia sido retirada.
Depois que o Estadão publicou a matéria, em que apontava que o texto foi reificado no dia 28 de dezembro, quando a equipe de Bolsonaro trabalhava na transição dentro do MEC e as alterações foram publicadas no Diário Oficial do dia 2 de janeiro, quando Ricardo Vélez Rodriguez já era o ministro, o governo puxou o freio de mão e fez meia-volta.
E começou o tiroteio de acusações. O atual governo, acusa funcionários. Funcionários se defendem. As editoras que participam de licitações se assustam com a fragilidade da área. E agora o MEC vai abrir sindicância para tentar explicar o que aconteceu.
O principal ponto, no entanto, é saber por que o texto foi publicado e só comentado e reprovado depois da matéria do Estado de S. Paulo.


Um comentário

  1. QUESTIONADOR
    quinta-feira, 10 de janeiro de 2019 – 11:18 hs

    -Acho que muitos ministros estão sofrendo “do fogo amigo” de próprios funcionários de suas pastas, aliados à isto, a falta de vivência e experiência com órgão público….discurso de campanha é uma coisa e cotidiano dentro de ógãos públicos é outra coisa bem diferente…talvez os ministros ainda não tenham sintonia entre eles mesmos e entre eles e servidores públicos….
    -As mudanças são necessárias, óbvio que sim, mas necessitam de ajustes sem correria, sem pressa. A agenda de Bolsonaro está pressionando os ministros com correria e os mesmos estão com muita pressão prejudicando eles mesmos. Calma pessoal, a maioria da população confia em vocês, mas a pressa está causando desgastes em vocês mesmos!!!

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