Indígena do Paraná vai ocupar cargo no governo de Bolsonaro | Fábio Campana

Indígena do Paraná vai ocupar cargo no governo de Bolsonaro

A paranaense Sandra Terena será a secretária nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo de Jair Bolsonaro. O secretário-adjunto será o advogado Esequiel Roque do Espírito Santo, que foi presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB de Rondônia. E Igor Shimura, um jovem cigano com vários livros publicados sobre a temática, ocupará outra secretaria da pasta. As informações são do Alerta Paraná.

Indígena do povo Terena de uma aldeia fundada há 102 anos no interior de São Paulo e da qual seu avô foi um dos patriarcas, Sandra Terena – ou “Alieté”, como é chamada na aldeia – se tornou em 2003 a primeira jornalista indígena do Brasil e desde então é uma das principais vozes brasileiras na construção de políticas públicas direcionadas à defesa de direitos de comunidades tradicionais.

Ela nasceu em Curitiba porque seu pai veio à capital paranaense para servir o Exército e tem uma trajetória incomum dentro do cenário envolvendo a comunidade indígena no Brasil. Terena faz parte de uma minoria invisível que conseguiu cursar uma universidade, se pós-graduar e conseguir aplicar o conhecimento para implementar, na prática, a busca pela melhor qualidade de vida de seu povo.

Sandra escolheu fazer comunicação social como forma de defender a comunidade indigna, se formou pela Universidade Positivo e fez pós-graduação em Comunicação Audiovisual pela PUC-PR.

Presidente da ONG Aldeia Brasil há 13 anos, utilizou seu aprendizado para produzir, com recursos próprios, um documentário em algumas aldeias, como na região do Xingu e no Amazonas, denunciando a omissão do poder público sobre a prática do infanticídio dentro de aldeias indígenas da região.


2 comentários

  1. Dosel Jr.
    sexta-feira, 4 de janeiro de 2019 – 9:19 hs

    Este gesto sim pode ser chamado de Gol de Placa da administração Bolsonaro.E ainda virá mais, pois este presidente será um goleador em termos de iniciativas voltadas para as comunidades.

  2. Paulinho
    terça-feira, 8 de janeiro de 2019 – 16:18 hs

    Aqueles que se dizem defensores dos índios e comunidades ficam tristes por ver que não foram eles que valorizaram uma iniciativa dessas. Não conseguem nem ficar felizes pelas comunidades indígenas como se conquista fosse. Aí conseguimos entender que de defensores não tinham nada, já que não conseguem ficar felizes nem em consideração aos índios e quilombolas. Perderam o protagonismo e a moral também. Que a comunidade indígena veja bem isto. O quanto foram usadas, inclusive como massa de manobra para contratar Criptomoedas.

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