Sindimoc fecha Linha Verde | Fábio Campana

Sindimoc fecha Linha Verde

Banda B

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores da Grande Curitiba (Sindimoc) fechou todas as pistas da Linha Verde, próximo ao viaduto da Avenida Marechal Floriano Peixoto, na tarde desta quinta-feira (20), em protesto contra a retirada de um semáforo no local. O ato foi marcado por uma briga generalizada entre manifestantes e motoristas que tentavam furar o bloqueio.

Segundo testemunhas, houve inclusive luta corporal entre os envolvidos e um motociclista chegou a cair na via com moto e tudo. Alguns veículos também foram danificados. Uma motorista que foi impedida de passar pelo bloqueio e levava quatro crianças no carro ficou indignada com a situação. “Eu estou com os meus filhos aqui e um deles está com febre. Eles querem ir para casa, estão pedindo água com esse calor, e eu tenho que esperar a boa vontade desse monte de gente que não tem o que fazer, isso é um absurdo”, reclamou Elaine Garcia em entrevista à Banda B.

Após a confusão, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram até o protesto para tentar acalmar os ânimos. “Nós conversamos com os manifestantes para que eles liberassem uma faixa da Linha Verde. Já acionamos a Polícia Rodoviária Federal e, enquanto isso, estamos garantindo o direito de manifestação e também o de ir e vir das pessoas. Se houver uma nova confusão, pode sim ocorrer prisões”, comentou o tenente-coronel Hudson Teixeira, do Bope.

Manifestação
Motoristas e cobradores voltaram a fechar a Linha Verde nesta quinta-feira por conta da retirada de um semáforo que facilitava a travessia dos trabalhadores que saem da sede da empresa São José Filial, localizada na região.

“Estamos aqui de novo porque até agora não tivemos nenhuma resposta da prefeitura. São três mil funcionários que passam por aqui das 4h da manhã até 1h da madrugada. Nós tivemos atropelamentos, mas nada foi feito. A prefeitura disse que os pedestres não estavam respeitando a travessia, mas isso não é verdade, nós temos inclusive cadeirantes que precisam de segurança para atravessar a rua”, afirmou Dário Pereira, um dos diretores do Sindimoc.

De acordo com ele, a sugestão que a prefeitura deu de mudar a entrada da empresa para outro ponto, onde há um semáforo, é inviável. “Esse outro lugar, que fica a 200 metros daqui, é justamente onde os trabalhadores são assaltados. Essa ideia é absurda, porque além do perigo do atropelamento, há também o da violência. Nós não queríamos afetar a população, mas não teve outro jeito”, finalizou.

Após 45 minutos de bloqueio, as faixas foram liberadas e o trânsito voltou a fluir normalmente.

Prefeitura
Em nota enviada à Banda B no último dia 13, durante o primeiro dia de protesto, a prefeitura de Curitiba confirmou a retirada do semáforo, afirmando que a análise do Setran concluiu que os pedestres não respeitavam a sinalização do sinaleiro. Leia o texto na íntegra:

Equipe técnica da Superintendência de Trânsito (Setran) observou o comportamento de pedestres durante a travessia no ponto em questão em dois momentos: com o semáforo e sem o equipamento. A análise demonstrou que, quando o semáforo estava implantado, a travessia não era constante nem ordenada: os pedestres não aguardavam que o sinal verde fosse aberto para atravessar a rua.

Em reunião com representantes do Sindimoc, meses atrás, técnicos da Setran sugeriram a realocação do portão para pedestres da empresa de ônibus, nas proximidades do cruzamento com a Rua Escritora Lourdes Strozzi, para que o usuário pudesse fazer a travessia com mais segurança e em local adequadamente sinalizado.


Um comentário

  1. Paulão
    sexta-feira, 21 de dezembro de 2018 – 8:50 hs

    Idiotas a mando dos empresários, prejudicam a população!! Tem que meter spray de pimenta, cachorros e borrachada, com professores fizeram isto!!

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