Mais de 300 casas são destruídas em incêndio na CIC | Fábio Campana

Mais de 300 casas são destruídas em incêndio na CIC

Um incêndio que começou no fim da noite desta sexta-feira (7) destruiu a Invasão 29, que fica na Estrada Velha do Barigui, na Vila Corbélia, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Na mesma região, durante a madrugada anterior, um policial militar foi assassinado após atender uma ocorrência de pertubação de sossego. Mais de 300 casas foram destruídas e famílias perderam tudo. Não houve vítimas fatais. As informações são da Banda B.

Uma das moradoras da Vila Corbélia afirmou que o incêndio teria sido criminoso em represália ao crime contra o soldado Erick Norio, do 23° Batalhão, que foi atraído para uma emboscada após uma chamada de atendimento a uma ocorrência. “O que o pessoal conta é que houve tiros e foram jogados rojões contra as casas. O fogo foi criminoso. Os moradores não têm dúvidas disso”, descreveu.

A capitã Rafaela, do Corpo de Bombeiros, afirmou que o incêndio foi de grandes proporções com centenas de casas destruídas e um bombeiro e um policial militar feridos. “Foi realmente um incêndio com muita dificuldade para controle. Tivemos que entrar só com mangueiras e foram 300 casas destruídas, em um espaço de 10 mil metros quadrados. Um soldado dos bombeiros ficou ferido, bem como um policial militar, porque a população acabou reagindo. Eles jogaram pedras na viatura também”, afirmou.

Nesse primeiro atendimento, o Corpo de Bombeiros não confirmou nenhuma vítima fatal. “Nenhuma confirmação e também sem familiar reclamando do desaparecimento de alguém”, disse.

‘Perdemos tudo’
Uma moradora, desesperada, falou que pessoas ‘de bem’ perderam tudo. “Meus pertences estão aqui espalhados pela rua. Nós perdemos tudo. Aqui a gente trabalha e agora fizeram isso. Botijão de gás e casas explodindo. Nós trabalhamos o dia todo, os bandidos não estão aqui”, garantiu.

Outra mulher que mora no local lamentou o cenário de guerra na Vila Corbélia. “Foi uma situação lamentável depois do crime do policial. Abordagens e um clima muito tenso. Agora ficou aqui este cenário de destruição, com crianças chorando porque perderam o pouco que tinham”, lamentou.

Polícia Militar
Em conversa com a Polícia Militar (PM) durante o atendimento ao incêndio, a reportagem foi informada de que a corporação foi acionada para dar apoio ao Corpo de Bombeiros e, nesse momento, não tem conhecimento do envolvimento de policiais no incêndio. A PM ainda fez contato com a Prefeitura pedindo apoio para os centenas de desabrigados. As causas do incêndio ainda serão apuradas.

Quem quiser ajudar as diversas famílias que perderam tudo pode entrar em contato com a Associação de Moradores do Bairro pelo telefone 99151-8050 (falar com Juliano).


Um comentário

  1. Nick
    sábado, 8 de dezembro de 2018 – 18:58 hs

    O Rio de Janeiro começou assim. Os policiais iam invadir as favelas, ops, digo “comunidades” e depois eram acusados de matar “vitimas inocentes” e eram chamados de bandidos. Agora ninguém entra nas favelas do Rio, virou uma cidade independente sem lei. E Curitiba está indo para o mesmo caminho. É o terceiro caso de policiais entrando em locais atrás de bandidos e acabam sendo acusados de um monte de coisas, sem prova como o caso acima. E as tais “pessoas de bem” moradores da tal vila Corbélia, quando foram filmados pelas câmeras, se esconderam atrás de capuz. Tímidos tadinhos!!!! Fazendo contraponto, é claro que tem policiais que cometem erros mas, tem que haver uma investigação transparente de um órgão independente de todos os caso. Só que nos casos atuais, olhou torto pra bandido já vem os direitos humanos intervir e é claro que os bandidos se aproveitam disso alegando que apanharam, que foram torturados e, tudo sem provas concretas. Essas bagunças desestabilizam a sociedade e causa insegurança jurídica nas pessoas;

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