Greca sinaliza: passagem de ônibus pode subir R$ 0,29 em março | Fábio Campana

Greca sinaliza: passagem de ônibus pode subir R$ 0,29 em março

Com a troca de comando no governo estadual, o prefeito Rafael Greca (PMN) disse nesta segunda-feira (17) que a tarifa no transporte coletivo de Curitiba corre risco de aumentar R$ 0,29 a partir de março de 2019. A medida se daria por conta do possível fim da isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o óleo diesel, concedido pelo então governador Beto Richa (PSDB) às prefeituras municipais e que foi mantido neste ano por Cida Borghetti (Progressistas). As Informações são da Banda B.

Em entrevista concedida ao radialista Geovane Barreiro, Greca disse que são várias as condições a serem avaliadas em torno da tarifa, mas não negou que um aumento é quase certo. “Precisamos do Ratinho [Junior, governador eleito do Paraná], senão sobe R$ 0,29 a mais. Precisamos também que a Câmara nos ajude com a questão dos cobradores e que a Justiça do Trabalho não defina um índice abusivo de aumento para os motoristas e cobradores”, disse.

Segundo o decreto de Richa publicado em 2013, a isenção se dá desde a saída do diesel do produtor ou importador do combustível. Para que as revendedoras tenham direito à isenção, é preciso repassar o valor integralmente no preço cobrado das empresas de ônibus.

O prefeito também explicou que a renovação da frota causa um impacto financeiro, mas que é uma medida necessária para a cidade. “Já compramos 49 ônibus e, até março e abril, devemos ter mais 200. Cada vez que um ônibus novo entra em circulação, a tarifa técnica aumenta alguns centavos por causa da remuneração da modernização da frota. Mas, prefiro que seja assim, porque não quero a prefeitura que a partir de 2013 não renovou a frota”, afirmou.

Bilhetagem
Greca também voltou a ser questionado sobre o polêmico projeto da bilhetagem eletrônica, que abre caminho para o fim dos cobradores de ônibus na cidade. Segundo o prefeito, a mudança é uma necessidade de modernização e segurança. “Precisamos tirar o dinheiro de dentro das estações-tubo, dos ônibus e dos terminais, eliminando a gaveta de dinheiro. Eu não quero acabar com os cobradores, quero a bilhetagem eletrônica porque é de grave atraso essa Câmara Municipal me obrigar a não fazê-la numa cidade tão inteligente como é Curitiba e com tantos recursos de informática”, comentou.

Com a bilhetagem, segundo Greca, a redução na tarifa poderia chegar aos R$ 0,80. “Se vier a bilhetagem, vamos avaliar [a possibilidade de redução ao usuário]”, concluiu.

O projeto encaminhado à Câmara Municipal prevê a implantação da bilhetagem eletrônica em toda a cidade, assim como atualmente já acontece nos micro-ônibus, onde não há cobrador. O objetivo da Prefeitura de Curitiba é a alteração da lei municipal 10.133/2001, que regulamenta a exigência de cobradores nas estações-tubo, terminais de transporte e no interior dos ônibus.

As empresas de ônibus defendem a medida e garantem que a proposta dá mais eficiência ao sistema e traz mais segurança, já que retira a circulação de dinheiro de dentro dos coletivos. As empresas ainda afirmam que os trabalhadores teriam uma estabilidade de 12 meses nos empregos e podem passar por cursos de qualificação, até mesmo para continuar trabalhando no transporte coletivo.

Os cobradores, por sua vez, temem que a bilhetagem abra caminho para demissões em massa dentro da categoria.


Um comentário

  1. antonio carlos
    terça-feira, 18 de dezembro de 2018 – 22:08 hs

    Tiro no pé Greca, notícia ruim a gente não dá antes do Ano Novo, ninguém gostar de ir à festa sabendo de notícia ruim. Deu mancada Greca, desça logo do salto antes que cai ou que ele quebre. Se liga

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