Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann batem boca no WhatsApp do PSL | Fábio Campana

Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann batem boca no WhatsApp do PSL


Filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, protagonizou ontem um bate-boca acalorado no grupo de WhatsApp que reúne a bancada do PSL.
O principal alvo de Eduardo foi Joice Hasselmann, que disputa a liderança do partido na Câmara e participa das articulações da formação do novo governo. “Salta aos olhos a intenção da Joice de ser líder [do partido] e assim como já demonstrou na época da campanha ela atropela qualquer um que esteja à frente de seus objetivos (…) Vamos começar o ano já rachados com olhar de desconfiança e cheios de dúvidas”, escreveu Eduardo no grupo.
“Joice, sua fama já não é das melhores. A continuar assim vai chegar com fama ainda maior de louca no Congresso. Favor não confundir humildade com subordinação. Liderança é algo automático, não imposto”, disse, em uma segunda mensagem.
“Qual é o problema em eu ou qualquer outro deputado querer disputar a liderança??? O fato de termos um deputado que também é filho do nosso presidente (por quem trabalharei todos os dias) não nos exclui. Isso é democracia. Você é dentro do partido um parlamentar que fez votação estrondosa com o sobrenome que tem. Eu também fiz, sem sobrenome. Se quisermos ter 52 candidaturas podemos ter e decidimos no voto e no debate, não por recadinhos infantis via Twitter. Cresça”, escreveu ela.
“Eduardo, não admito nem te dou liberdade para falar assim comigo, ou escrever algo nesse tom. Não te dei liberdade pessoal nenhuma, portanto, ponha-se no seu lugar. Minhas discussões aqui são políticas e não pessoais. Se formos discutir a questão ‘fama’, a coisa vai longe. Então não envergonhe o que seu pai criou.”
O bate-boca entre os dois também incluiu a afirmação, por Joice, de que Eduardo falha na liderança do partido na Câmara e que a articulação do PSL -sigla que elegeu 52 dos 513 deputados- no Congresso está “abaixo da linha de miséria”.

“Como o PSL está fora das articulações estou fazendo o quê aqui agora com o líder do PR?”, questiona Eduardo, negando que o partido esteja alheio às negociações de outras siglas para formar um “blocão” e tentar isolá-lo na próxima legislatura. “Ocorre que eu não preciso nem posso ficar falando aos quatro cantos o que ando fazendo por ordem do presidente [Bolsonaro]. Se eu botar a cara publicamente o (Rodrigo) Maia vai acelerar as pautas-bombas no futuro governo.”

Maia é candidato à reeleição e é um dos líderes das conversas para formação do blocão que isolaria PSL e PT. A intenção dessas siglas é excluir o partido de Bolsonaro dos postos de comando na próxima legislatura. Não em sinal de oposição, mas para que o novo governo não comece com força excessiva que reduza o poder de barganha das siglas.

Vários parlamentares saíram em defesa do filho de Bolsonaro no grupo do PSL.

“Como não dei procuração e nem fui procurado pela senhora para que pudesse falar em meu nome, mesmo que de forma indireta, não [frisou em caixa alta] lhe autorizo usar o meu nome ou a minha condição de futuro parlamentar (mesmo que indiretamente) para quaisquer representações”, escreveu, por exemplo, o deputado eleito Ubiratan Sanderson (RS).

Segundo deputados ouvidos pela reportagem, a deputada eleita está isolada no partido, apesar de ter a pretensão de disputar a liderança do governo.

Antes de discutir com Eduardo, a deputada já havia protagonizado discussões com o senador eleito Major Olímpio (SP) e a deputada eleita Carla Zambelli (SP).

Zambelli questiona a futura colega de bancada a respeito de sua declaração de que havia “grande possibilidade” de ser tornar líder do governo na Câmara. Joice ataca a imprensa e diz que a afirmação, feita após reunião no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) na quarta-feira (5), é falsa.

“Conversa fiada de imprensa”, diz Joice. “Com aspas?”, rebate Carla. “Ué, você não conhece a imprensa? Achei que conhecia depois de tudo o que o Jair passou”, retruca a outra eleita.

A reportagem tentou entrar em contato com Joice Hasselmann e Eduardo Bolsonaro, mas não obteve resposta. Com informações da Folhapress.

(Fotos: Divulgação e Câmara dos Deputados)


9 comentários

  1. sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 11:46 hs

    kkkkkkk.
    Já começou a baixaria.
    Realmente é tudo farinha do mesmo saco.

  2. antonio carlos
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 12:18 hs

    Apoiado Joice, com ou sem fama de louca vá à luta, não se deixe intimidar por esta cambada que está se lambuzando com o mel.

  3. Junior
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 12:30 hs

    Olha!
    Surge a Congressista SUPERNANI para educar crianças mimadas e deputados com muita fome pelo poder.
    Está certíssima: em uma democracia todos tem direito de pleitear mediante colocação de candidatura!

  4. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 12:49 hs

    Começou a arder a fogueira das vaidades que costuma ser o crematório de tantos que se julgam semideuses.

  5. Eneas
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 14:44 hs

    Essa joice é muito chata, tenha dó!

  6. Veredicto
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 15:42 hs

    A deputada Joice é conhecida como uma jornalista que sempre procurou aparecer mais do que quem ela entrevistava. Por onde passou deixou um legado nada confortável em termos de cordialidade. Controversa, agora na política, graças ao prestígio que a sociedade brasileira deu a presidente eleito Jair Bolsonaro, em cujo partido ela pegou carona na onda da esperança que varreu o país, bem que podia baixar a bola e aproveitar para refazer sua imagem saindo do exibicionismo para o profissionalismo.Em outro partido, sem um Bolsonaro abraçado pelos brasileiros, ela certamente não estaria em Brasília agora.

  7. ESTAMOS DE OLHO
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 16:15 hs

    MENOS JOICE ,MUITO MENOS ,MUITA CALMA NESTA HORA

  8. Gaudério do Piquiriguaçu
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 20:52 hs

    Como diria o velho Castello, consolidada a vitória da “Redentora” de 64 (aquela que se propunha salvar o país etc. etc.): – Agora vem o pior, a fase das ambições.

  9. bs
    sexta-feira, 7 de dezembro de 2018 – 22:08 hs

    Em quatro anos esse povo vai se derreter e não se consegue manter no poder. Falta humildade.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*