Câmara de Curitiba encerra 2018 com Eleição de novo comando | Fábio Campana

Câmara de Curitiba encerra 2018 com Eleição de novo comando

A Câmara Municipal de Curitiba encerra os trabalhos de 2018 na próxima sexta-feira, 21, elegendo a nova Mesa Executiva, que vai comandar a Casa até 2020. Cinco vereadores são cotados para a disputa pela sucessão do atual presidente, vereador Serginho do Posto (PSDB): Bruno Pessuti (PSD), Hélio Wirbiski (PPS), Sabino Picolo (DEM), Tico Kuzma (PROS) e Dr Wolmir (PSC). Até o dia da eleição, porém, esse número deve se reduzir, já que a tendência de composição entre os concorrentes. As informações são de Ivan Santos no Bem Paraná.

O maior bloco da Casa, com oito partidos (PROS/PPS/PRP/PRB/PTB/PV/DC/SD) e onze vereadores, por exemplo, deve se reunir nos próximos dias para decidir entre as candidaturas de Wirbiski e Kuzma. “A ideia é que a gente faça uma composição”, confirma Kuzma.

A disputa interna no Legislativo da Capital tem como pano de fundo a recente eleição de Ratinho Júnior (PSD) para o governo do Estado, e a eleição municipal de 2020. O atual prefeito Rafael Greca (PMN) já anunciou a intenção de concorrer à reeleição, e a base de Ratinho Júnior já tem pelo menos dois pré-candidatos: o deputado estadual Ney Leprevost (PSD) e o deputado federal Fernando Francischini (PSL). O atual prefeito apoiou a candidatura à reeleição da governadora Cida Borgetti (PP), mas vem garantindo a intenção de manter um bom relacionamento com a administração Ratinho Jr.

Os vereadores garantem que não está havendo interferência nem de Greca, nem do governador eleito na disputa na Casa. “É uma eleição interna dos vereadores, até porque está muito longe ainda (a eleição municipal de 2020). E a ideia é que os dois governos (Greca e Ratinho Jr) se conversem”, explica Wirbiski. “A prefeitura se posicionou de forma neutra”, assegura.

Apesar disso, o PSD – partido de Ratinho Jr – tende a compor com o PSC – antiga legenda do governador eleito. Atualmente, as bancadas de ambos partidos estão atuando de forma “avulsa”, ou seja, não compõem nenhum bloco oficial na Casa. “O partido que tem hoje o governador eleito tem a possibilidade de concorrer”, afirma Bruno Pessuti, que tenta atrair o apoio das duas siglas e outras legendas também avulsas, como o PSDB. Os três partidos somam hoje dez parlamentares.


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