Polícia Federal prende governador do Rio, Luiz Fernando Pezão | Fábio Campana

Polícia Federal prende governador do Rio, Luiz Fernando Pezão

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso por volta das 6h desta quinta-feira (29) no Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do estado. A operação é baseada na delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. Também há buscas no Palácio Guanabara, sede do governo, e na casa de Pezão em Piraí, no Sul do estado, base do governador.

Além de Pezão, a força-tarefa da Lava Jato tenta prender outras oito pessoas. A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde governadores têm foro. Com a prisão de Pezão, assume Francisco Dornelles, seu vice.

Além da prisão de Pezão, a ação tem como alvo o atual secretário estadual de Obras do Rio, José Iran Peixoto. Há buscas e apreensão na casa de Hudson Braga, que foi secretário de Obras durante o governo de Sérgio Cabral.

Carlos Miranda detalhou o pagamento de mesada de R$ 150 mil para Pezão na época em que ele era vice do então governador Sérgio Cabral. Também houve pagamento de 13º de propina e ainda dois pagamentos de R$ 1 milhão como prêmio. A ação é mais uma etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Segundo o depoimento à Justiça, o “homem da mala” do ex-governador Sérgio Cabral disse que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, guardou R$ 1 milhão em propina com um empresário do Sul Fluminense.

O trecho da delação, homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi revelado pelo jornal O Globo em abril.

O dinheiro vinha de empreiteiras e fornecedoras que tinham contrato com o governo do estado, afirmou o delator. Miranda acrescentou ainda que, de 2007 a 2014, Pezão, na época vice-governador, também ganhou um 13º salário, além de dois bônus, de R$ 1 milhão cada.
Governador Luiz Fernando Pezão assumiu em 2014 — Foto: Reprodução/ Tv Globo Governador Luiz Fernando Pezão assumiu em 2014 — Foto:

Nas duas ocasiões, o governador negou as acusações. Sobre a mesada, Pezão disse que “as afirmações eram absurdas e sem propósito”. “O governaor afirma que jamais recebeu recursos ilícitos e já teve sua vida amplamente investigada pela Polícia Federal”, disse a nota.


5 comentários

  1. glorioso
    quinta-feira, 29 de novembro de 2018 – 9:05 hs

    Que legal! Enquanto esse porco ficava rico roubando, os servidores faziam filas para receber cesta básica. Esse país não tem mais jeito.

  2. quinta-feira, 29 de novembro de 2018 – 9:46 hs

    Em 2007 senhor colunista??? Que interessante. Bem na época dos Bingos e da Operação Hurricane no Rio.
    Muita coincidência isto não? Lava Jato do Rio prendendo pessoas por fatos de 2007, ano em que as maiores operações da PF foram abafadas e esquecidas por anos, com quase 1 tonelada de documentos probatórios. É… acho que o Moro fez a melhor escolha. Ou ele bate de frente contra esse sistema, ou é melhor ir dar aulas em alguma universidade nos EUA, ganhando muito mais em qualidade de vida e financeiramente.
    Acho bom desenterrarem logo o trabalho explendido da PF de 2007. Pois é motivo de orgulho para o brasileiro que não confia na Justiça.

  3. Luciano R. Ayres
    quinta-feira, 29 de novembro de 2018 – 9:48 hs

    Mais um cancro da política brasileira em cana, espero que se junte ao cabral e apodreça na cadeia.

  4. quinta-feira, 29 de novembro de 2018 – 11:05 hs

    PUTA QUE O PARIU, COMO TEM LADRÃO NESTE AMADO BRASIL..ATÉ QUANDO???….TEM QUE APODREÇER NA CADEIA SIM….

  5. SERGIO SILVESTRE
    quinta-feira, 29 de novembro de 2018 – 14:28 hs

    Enquanto isso a “FAMILIA RICHA” estão por ai ,uns escondidos outros sabendo que a PF só caça quem eles querem.

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