Do general para o capitão | Fábio Campana

Do general para o capitão

Ricardo Noblat,
A entrevista do general Eduardo Villas Bôas, Comandante do Exército, publicada pela Folha de São Paulo, é uma clara tentativa de delimitar o papel das Forças Armadas no futuro governo de Jair Bolsonaro, além de servir de aviso a quem interessar possa, inclusive ao capitão da reserva.
Primeiro o general desmistifica a ideia de que Bolsonaro seja um militar investido de poder político. “Ele é muito mais um político”, diz Villas Boas, “que saiu do Exército em 1988, nunca se envolveu com questões estruturais da defesa do país”, mas passou a gravitar em torno dos quarteis.
Em seguida, desmente que a eleição dele possa vir a representar uma volta dos militares ao poder. “Absolutamente não é”, afirma. Porque é preciso evitar que “a política entre novamente nos quartéis”. Se isso ocorresse, seria um “risco sério” para as Forças Armadas e também para o país.

O sucessor de Villas Boas no comando do Exército será um dos quatro generais mais antigos na carreira – e todos eles foram da turma de Bolsonaro. Talvez por isso Villas Boas tenha sugerido ao presidente eleito que indique um civil para o Ministério da Defesa. Bolsonaro quer outro militar ali.

Villas Boas aponta com clareza qual deveria ser a principal missão das Forças Armadas no novo governo – ajudar no combate ao crime organizado. A segurança pública, segunda ele, transformou-se “numa questão de segurança nacional”. Mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano.

“De acordo com o que a Constituição prevê, os militares inexoravelmente terão de participar desse esforço nacional”, argumenta o general. Ele não vê risco de um retrocesso político. “O país está amadurecido, tem um sistema de freios e contrapesos que não permite que essas coisas prosperem”, diz.


7 comentários

  1. segunda-feira, 12 de novembro de 2018 – 18:35 hs

    Cuidar da segurança nacional e o combate ao crime organizado , já está prá lá de ótimo.

  2. Jose luiz pegorin
    segunda-feira, 12 de novembro de 2018 – 18:49 hs

    Concordo plenamente com o meu comndante e ministro do Exército, muita cautela em ter o poder na mão, muitos inocentes vão sofrer ; peço ao senhor ou ao seu sussessor que nao descuidem da ordem e nossa Pátria.

  3. Jose luiz pegorin
    segunda-feira, 12 de novembro de 2018 – 18:55 hs

    MEU COMAMDANTE O QUE ESTÃO PENSANDO DAS LEIS, PASSAREM EM CIMA COM ROLO COMO SE O POVO FOSSE ASFALTO; PARA QUEM OS INOCENTES IRIAM RECLAMAR OU RECORRER SEGURA COMANDANTE ,SAÚDE E MUITA PAZ ao Senhor e ao sucessor.

  4. Claudino Pedroso
    segunda-feira, 12 de novembro de 2018 – 20:27 hs

    Eu votei no candidato Bolsonaro e acreditanto que ele ia endireirar o que estava e está torno, mas estou chegando a conclusão, que vai ser muito difícil, pois tem um Senado, Congresso, Câmera, Supremo, todos podres, defensores de bandidos, então, de meu ponto de vista, a oposição a Bolsanaro acontece até dentro das Forças Armadas, então, ou Bolsonaro entra dentro do sistema podre que aí está é segue a onda do barco, VAI TER QUE INTERVIR e colocar essa podridão fora desses órgãos, sem intervenção, não vai haver governabilidade e não esqueça meu presidente, o senhor é Comandante das Forças Armadas, use- as, para por em ordem esse país.As Forças Armadas, desde que os civis assumiro o poder e deixaram essa anarquia, estão de braços cruzados, qualquer vagabundo, vai nos Jornais, Redes Sócias, tv, Mídia em geral e baixam o pau nos militares, nos generais, mando eles calarem a boca e eles vão de joelhos e pedem desculpas pelas palavras que disseram.Forças Armadas é para defender
    Pátria e guardião da Constituição e como diz que todos são iguais e tem o mesmo direto, então porquer os Ministros do Supremo não lutam para o Salário de todo trabalhadores tenha um aumento de 16% como eles ganhará. E aí seu Dias Toff, KD os direitos iguais na construção.Essa podridão tem ser posto para fora e isso só vai ser possível, a ajuda das Forças Armas. Como eu queria ser General comandante das Forças Armadas, que não cuprisse a constituição, era cadeia nele, quem votasse seu próprio salário cadeia nele, garanto a vocês, meus irmãos brasileiro, o Brasil seria uma respeitada e conceituada mundialmente e não esse ninhos de homissos e corrupto, que humilham e escravizam os mais humilde. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

  5. ADAILTON DA SILVA BATISTA
    segunda-feira, 12 de novembro de 2018 – 22:44 hs

    O gal VB mais uma vez mostra o braço forte e mão amiga da democracia. Separou o joio do trigo, mostrou a força do EB na defesa dos princípios democráticos e da republica .
    Pareceu -me que, apesar das enormes dificuldades pessoais e profissionais, vai se esforçar para manter os princípios dos freios e contra pesos.

  6. Carlos Fernandes caldeira
    terça-feira, 13 de novembro de 2018 – 10:45 hs

    General a capitão ou presidente a general , isto não importar o importante teremos um vice presidente democratico, com saúde para liderar uma tropa. Teremos um presidente com ideias de um povo sofrido por todos tipos de assaltos . Pior seria se ganhasse um partido de corruptos com uma vice comunista. Está na hora de unimos para um Brasil melhor, chegar de violência, chegar que querem enriquece e destruir e dividir a nação. Somos todos brasileiros!

  7. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 14 de novembro de 2018 – 12:34 hs

    Esses fetiches da imprensa são hilários, com patentes militares. Lincoln, Harry Truman e Reagan eras capitães do Exército dos EUA, John Kennedy, Jimmy Carter e Bush pai eram tenentes da Marinha, etc. Foram comandantes-em-chefe das Forças Armadas mais poderosas do planeta. Há jornalistas que tem complexo de inferioridade crônico, talvez por causa de dimensão fálica.

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