Nelson Leal entrega Beto Richa na delação sobre propinas do pedágio | Fábio Campana

Nelson Leal entrega Beto Richa na delação sobre propinas do pedágio

O Ministério Público Federal (MPF) juntou ao processo que tramita na Justiça Federal sobre a Operação Integração I, depoimentos de Nelson Leal, o ex-diretor do DER que foi preso e negociou sua delação. É importante porque relata a participação direta do ex-governador Beto Richa em reuniões para tratar dos aditivos aos contratos com as concessionárias do pedágio no Paraná. Destes aditivos saiam as propinas pagas pelas concessionárias.

Leal detalhou o caminho dessas propinas até os beneficiários diretos no governo.Segundo ele, eram frequentes as reuniões realizadas no Palácio Iguaçu, na sala do chefe de Gabinete Deonilson Roldo, com a participação do secretário chefe do Cerimonial, Ezequias Moreira, e em algumas a do próprio Beto Richa. Era nessas ocasiões que recebia recebia instruções para produzir novos aditivos necessários para viabilizar repasses ilícitos para campanha eleitoral e para vantagens pessoais.

Beto teria controle completo do sistema e 4m uma destas reuniões mandou demitir o diretor-geral da secretaria de Infraestrutura e Logística, Aldair Petry (o Neco), porque ele mão cumprira a obrigação de fazer repasses. Aldair Petry era subordinado ao irmão de Beto, o secretário Pepe Richa, que resistiu a exonerar o diretor. Diante da insistência, o fez, mas readmitiu Petry, de forma terceirizada,quando este ameaçou denunciar os esquemas de propinas.

A delação de Nelson Leal Jr foi prestada perante o procurador da República Diogo Castor e do agente da Polícia Federal Rodrigo Prado Pereira, com a assistência de seus advogados Tracy Renaldet e Gustavo Sartor. Hoje ele cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e teve confiscados alguns dos bens e valores que acumulou com o dinheiro ilicito que ganhou. As defesas de Beto e Pepe Richa sempre desmentiram as afirmações de Nelson Leal Jr.


5 comentários

  1. Mutatis Mutandis
    terça-feira, 30 de outubro de 2018 – 11:39 hs

    Ok.

    Onde estão as provas do relato do colaborador?

  2. Luciano R. Ayres
    terça-feira, 30 de outubro de 2018 – 13:52 hs

    As denúncias são gravíssimas, e se realmente comprovadas que se faça justiça, e que os denunciados respondam e sejam devidamente condenados por esses crimes contra o cidadão e ao Estado do Paraná.

  3. Amanda Feitosa
    terça-feira, 30 de outubro de 2018 – 15:40 hs

    Onde estão as provas? E outra pergunta: Os aditivos realizados não são os contratuais? Registra-se propina em contrato e em números? Para pensar!

  4. Flávius
    terça-feira, 30 de outubro de 2018 – 22:04 hs

    E Traiano articulando…
    Denunciado e investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR), beneficiado por dinheiro do esquema investigado pela Operação Quadro Negro, em um dos pagamentos feitos ao político, o delator relatou que Traiano, ao ver a mala com mais dinheiro do que tinha combinado de receber, teria reagido com a seguinte frase: “Não pode me dar mais?””
    Agora, desespero e paura batendo a porta, articula para continuar Presidente da ALEP, com o único e claro objetivo de preservar sua liberdade. Governador Ratinho Jr e sua equipe vão cair nessa e comprometer o novo governo se associando a corrupção e seus malfeitores? Não posso acreditar que há na equipe quem defenda essa aventura, mesmo porque os tempos são outros e o eleitor brasileiro deu um claro recado nas urnas. Tentar entender esse recado é uma questão de sabedoria e sobrevivência política.

  5. Marcos
    quarta-feira, 31 de outubro de 2018 – 9:26 hs

    Pronto, pelos comentários acima da para entender bem essa situação.
    Ainda tem gente defendendo essa quadrilha.

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