Incêndio destrói o Museu Nacional | Fábio Campana

Incêndio destrói o Museu Nacional

Um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.

O fogo começou por volta das 19h30 deste domingo (2) e foi controlado no fim da madrugada desta segunda-feira (3). Mas pequenos focos de fogo seguiam queimando partes das instalações da instituição que completou 200 anos em 2018 e já foi residência de um rei e dois imperadores.

A maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, foi totalmente destruída. Fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte viraram cinzas. Pedaços de documentos queimados foram parar em vários bairros da cidade. As informações são do G1.

Segundo a assessoria de imprensa do museu e o Corpo de Bombeiros, não há feridos. Apenas quatro vigilantes estavam no local, mas eles conseguiram sair a tempo.

As causas do fogo, que começou após o fechamento para a visitantes, serão investigadas. A Polícia Civil abriu inquérito e repassará o caso para que seja conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal, que irá apurar se o incêndio foi criminoso ou não.

‘Tragédia’, diz diretor
O diretor do Museu Histórico Nacional, Paulo Knauss, considerou o incêndio “uma tragédia”. À GloboNews, Paulo lembrou que o museu foi residência da família real e sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil.

“É uma tragédia lamentável. Em seu interior há peças delicadas e inflamáveis. Uma biblioteca fabulosa. O acervo do museu não é para a história do Rio de Janeiro ou do Brasil. É fundamental para a história mundial. Nosso país está carente de uma política que defenda os nossos museus”, afirmou Paulo Knauss.

Dois séculos de história
O Museu Nacional é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Educação. Como museu universitário, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem perfil acadêmico e científico.

O museu contém um acervo histórico desde a época do Brasil Império. Destacam-se em exposição:

– o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de “Luzia”, pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica, entre outros;
– a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I;
– a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina;
– as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais.


Um comentário

  1. Daniel
    segunda-feira, 3 de setembro de 2018 – 13:53 hs

    E daí?
    Tem muita gente que precisa parar de hipocrisia, por exemplo, a Rede Globo, que parece estar muito chorosa com a queima do museu, mas nos entope com lixo e porcaria.
    A nossa elite rastaquera finge estar emocionada, mas com o que ela realmente preocupa-se é com a Anitta e a Jojô Toddynho, com o futebol, etc.

    Brasileiro merece isso: Morrer bêbado no próprio mijo de cerveja num bar sujo assistindo futebol, enquanto toca funk.

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