Gaeco questiona decisão de Gilmar Mendes e diz que grupo de Richa tentou coagir testemunhas | Fábio Campana

Gaeco questiona decisão de Gilmar Mendes e diz que grupo de Richa tentou coagir testemunhas

da Banda B

O Ministério Público do Paraná (MPPR) afirmou, neste sábado (15), que vai examinar a possibilidade de entrar com recurso para reverter a decisão do ministro Gilmar Mendes, que concedeu habeas corpus ao ex-governador Beto Richa (PSDB). O procurador de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, disse que o órgão não concorda com a soltura do investigado, que teria sido realizada por um ministro “escolhido por estratégia duvidosa”.

Segundo ele, a decisão de Mendes é preocupante porque o grupo criminoso alvo da operação Rádio Patrulha, pela qual Richa foi preso, chegou a procurar, no mês passado, possíveis testemunhas para coagi-las. “Em face de informação colhida pelos investigados, de que havia em curso uma apuração dos fatos, eles entraram em contato com pessoas que poderiam testemunhar contra eles para que omitissem a verdade ou mentissem. Isso aconteceu especialmente no caso do pagamento do valor de R$ 1,4 milhão, em dinheiro vivo, na permuta de um apartamento em Curitiba, em que um corretor de imóveis foi abordado pelos suspeitos”, disse Batisti.

O coordenador ainda ressaltou que o MPPR e o Gaeco agiram “do modo mais correto e profissional possível” durante as investigações, sem nenhuma tentativa de perseguição política. “Embora fôssemos conscientes da situação dos investigados, nós entendemos que deveríamos manter o que a legislação estabelece, que é agir quando se tem o conhecimento de um fato e apurá-lo. Não há vedação legal para um trabalho de investigação ou prisão em período eleitoral”, completou.

Ele comentou que, na visão do Gaeco, a operação poderia ser igualmente criticada ou prejudicada se fosse realizada fora do período eleitoral. “Se fosse depois e o ex-governador tivesse vencido a eleição para o Senado, ouviríamos que estaríamos adotando uma ação para enfraquecê-lo e prejudicá-lo. Se, por outro lado, não fosse eleito, diriam que estaríamos nos aproveitando para persegui-lo em uma situação desconfortável”.

Recurso
Preso na terça-feira (11), Beto Richa foi solto na madrugada deste sábado por decisão de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o MPPR vai avaliar as hipóteses de recurso em relação ao habeas corpus que tirou o ex-governador da prisão. “O pedido foi feito especificamente a esse ministro, que tem uma posição já sabida devido a entrevistas que concedeu à imprensa anteriormente. Esse habeas corpus é tão abrangente que pode causar problemas em casos extremos”, concluiu.

Defesa de Richa
Ao deixar o regimento da Polícia Montada, em Curitiba, onde estava preso, Richa declarou que vai retomar sua candidatura ao Senado nas eleições 2018 e que a prisão contra ele foi uma “crueldade”.

“O que fizeram comigo foi uma crueldade enorme, não merecia o que aconteceu, mas estou de cabeça erguida e continuo respondendo todas as acusações sem a menor dificuldade”, disse.

O tucano foi preso acusado de chefiar um esquema de desvios em um programa de manutenção de estradas rurais enquanto era governador do estado. A ex-primeira-dama Fernanda Richa, que também foi detida, recebeu o alvará de soltura antes do marido e foi solta por volta da meia-noite.


12 comentários

  1. domingo, 16 de setembro de 2018 – 10:09 hs

    Bah,kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

  2. #betotemquesef....
    domingo, 16 de setembro de 2018 – 10:11 hs

    Não se esqueçam que esse pilantra tem a PM e a civil na mão, pode ter certeza que ele usou de má indole para coagir as testemunhas, é mais um bandido de colarinho.

  3. domingo, 16 de setembro de 2018 – 10:52 hs

    São Gilmar, o santo protetor dos corruptos, rides again.

  4. domingo, 16 de setembro de 2018 – 10:59 hs

    – Leonir Batisti! E o caso João Marcos aqui em Londrina? – Como ficará? – Continuará a impunidade?

  5. domingo, 16 de setembro de 2018 – 11:00 hs

    – Leonir Batisti! E o caso João Marcos aqui em Londrina? – Como ficará? – Continuará a impunidade?

  6. veredito
    domingo, 16 de setembro de 2018 – 11:09 hs

    Quando a honra de uma pessoa está em jogo, toda a cautela é pouco,pois os reflexos são muitos..
    Está chamando a atenção de muitos analistas a conduta do Gaeco na busca por espaço no noticiário. Sabemos que existem escalas de valores em todas as atividades. E na Justiça não seria diferente, uns mandam mais e outros mandam menos. Está claro que se um inferior atentar contra uma decisão superior fica evidente que ele não aceita correção nas suas atividades, mesmo que quem o corrija seja superior, o que o coloca sob suspeição. Ao meu ver é isto que acontece com o Gaeco no caso Beto Richa, quando seus integrantes discordam das decisões superiores. Cada um faz a sua análise neste caso, de preferencia deixando de lados interesses pessoais e políticos, claro.

  7. Marco Nascimento
    domingo, 16 de setembro de 2018 – 12:45 hs

    Essa mafia de politicos tem que acabar, logo o Sergio Moro encana o Beto junto ao Mula

  8. domingo, 16 de setembro de 2018 – 14:56 hs

    onde está escrito EDNA PEREIRA GÓES LEIA-SE BENEDITO MACIEL GÓES.

  9. domingo, 16 de setembro de 2018 – 15:41 hs

    TEM CADA CHUPETA DA CABEÇA,KKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!

  10. Agricultor
    domingo, 16 de setembro de 2018 – 15:55 hs

    Um pulha cuja palavra vale absolutamente nada,agora acusado de furtar dinheiro público.Que volte para a jaula.

  11. astolfo.martins10
    domingo, 16 de setembro de 2018 – 16:33 hs

    Tem que investigar os blogueiros.

  12. Rogério
    domingo, 16 de setembro de 2018 – 17:15 hs

    Coitado do Betinho, tanta crueldade, de um delator que não tem credibilidade para denunciar, mas esqueceu que tem fila pra denunciar as falcatruas, fanini amigo de viagens internacionais, o dono da empresa valor, o chefe do DER do PR, e com certeza vai aparecer mais gente pra Denunciar, é só apertar um pouco mais, que vai aparecer muita sujeira .

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