A ação mais antiga no STJ: 123 anos | Fábio Campana

A ação mais antiga no STJ: 123 anos

Dentro do estoque de milhares de ações que o Superior Tribunal de Justiça tem para analisar e julgar, está a inaugurada pela, ninguém mais ninguém menos, princesa Isabel, em 1895.
Há 123 anos os herdeiros da família real brasileira reclamam que o governo não pagou indenização pela tomada do Palácio Guanabara, hoje sede do governo estadual do Rio de Janeiro, logo após a proclamação da República.
O julgamento estava previsto para hoje, mas o STJ adiou o caso, a pedido da União, para 27 de novembro.
Antes de virar Palácio Guanabara, o prédio era o Paço Isabel, residência da Princesa e do Conde d’Eu, comprada de José Machado Coelho em 1864, com o dote dado pelo Estado para o casamento da princesa.
De lá para cá houve o banimento da família do local, por decreto do Marechal Deodoro; invasão durante a Revolta da Armada; ação possessória de Isabel; início de ação reivindicatória por herdeiros; estica e puxa na Justiça e chegada ao STJ.
Atualmente, quem advoga pelos interesses da família real é o advogado Sergio Bermudes, colega de escritório de Gabriel Orleans e Bragança, descendente de D. Pedro II, imperador do Brasil.

(Foto: Google/Reprodução)


Um comentário

  1. Palpiteiro
    quarta-feira, 5 de setembro de 2018 – 9:16 hs

    A república das bananas brasileira é uma concessão militar, digam o que disserem os editoriais e os intelectualoides. Nasceu de um golpe militar liderado por um marechal de ceroulas, que acordou de mau humor e que dividia a mesma amante com um politico monarquista. Talvez seja a vingança dos chifrudos. A república já nasceu com a marca que a caracteriza desde sempre: a roubalheira. O impoluto Rui Barbosa incluiu no decreto de expropriação dos bens da coroa imperial, um imóvel particular. Dizem que por engano. Sabe-se lá.

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