Sem pejo e sem pudor | Fábio Campana

Sem pejo e sem pudor

Por Fábio Campana

Houve um tempo em que direita era direita, esquerda, esquerda. Hoje não existem fronteiras ideológicas bem definidas. Nem entre os políticos, nem entre os partidos. As alianças são costuradas para atender à conveniência eleitoral do momento. É um vale-tudo. Sem pejo e sem pudores.

Pode? Pode tudo. Na geleia geral macunaímica é possível juntar no mesmo barco nacionalistas e liberais, ex-comunistas e ex-fascistas, democratas e saudosos da rebordosa. Tudo depende de boa conversa, como se diz na linguagem eufêmica dos políticos.

Aliás, o que mais fazem os políticos nativos nesta fase de ritos propiciatórios para firmar alianças é conversar. E comer, pois os conchavos, em nossa cultura, são feitos ao redor da mesa. Alguns chegam a seis refeições diárias. Por isso estão mais gordos, mais robustos, arfantes, nesse ritual que só terminará em outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher uma dessas figuras.


Um comentário

  1. Gaudério do Piquiriguaçu
    quarta-feira, 8 de agosto de 2018 – 17:00 hs

    O quadro que o articulista retrata, típico de país sem rumo nem prumo, com instituições avacalhadas e elites sem projeto nenhum a nao ser zelar por seus próprios interesses, assemelha-se a um filme que passou há quase 90 anos. Aí veio um messias chamado Adolf …

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