O abismo entre salários | Fábio Campana

O abismo entre salários

Cálculos feitos a partir do que o Conselho Nacional da Justiça afirma como custo médio de um juiz aos cofres (R$ 47.703) e o que o IBGE aponta como rendimento real médio do brasileiro (R$ 2.198) mostram o abismo entre os salários no país.
No mundo civilizado, a disparidade salarial é algo a ser combatido diariamente, quando não é possível fazer isso através dos vencimentos, a igualdade é buscada por serviços públicos, onde todo mundo tem direitos iguais e reais de usufruir de escola pública e transporte decente por exemplo.
No Brasil, a loucura do aumento de salário do STF, para esparramar-se por todo o funcionalismo, teve justificativa digna da república da bananeira que não pensa em diminuir as diferenças sociais. Os ministros que defenderam reajuste para o Judiciário justificaram que nunca antes na história deste país, a diferença entre o salário do STF (R$ 33,7 mil) e o teto do INSS (R$ 5,6 mil) foi tão pequena. Apontaram estudo que prova que em 2002 um ministro do Supremo ganhava 10,99 vezes mais que um aposentado com benefício máximo; hoje, a diferença é de ‘apenas’ seis vezes.
É preciso ter estômago forte para acompanhar os pensamentos das autoridades.

(Foto: Carlos Moura/SCO/STF)


Um comentário

  1. Doutor Prolegômeno
    segunda-feira, 13 de agosto de 2018 – 14:16 hs

    O equivalente a 10 mil dólares por mês, além de penduricalhos e outros badulaques, natalinas, férias de 60 dias, acrescidas do terço constitucional, etc, etc, etc… Um salário de fome, quando comparado às rendas dos xeques árabes e outros potentados… oh, my Goodness…

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