Gil diz a Moro que 'nem ouviu falar' de vantagem indevida a Lula | Fábio Campana

Gil diz a Moro que ‘nem ouviu falar’ de vantagem indevida a Lula

O cantor Gilberto Gil prestou depoimento à Operação Lava Jato na quinta-feira, 9, como testemunha de defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta ação, o petista é acusado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia. As informações são do Estadão Conteúdo.

Gil foi ministro da Cultura do Governo Lula, entre 2003 e 2008.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o petista, perguntou ao cantor se ele presenciou ou teve notícia de algum ato de Lula que pudesse sugerir alguma vantagem indevida em troca de atos que ele teria praticado como presidente. “Não, nunca”, respondeu.

Gilberto Gil também disse que não viu ou teve conhecimento de supostos benefícios de Lula às empresas Odebrecht e OAS em troca de reformas no sítio em Atibaia.

“Não, de maneira nenhuma”, afirmou Gil. “Ouviu falar?”, perguntou Zanin. “Não, não. Nada disso”, declarou o cantor.

O juiz federal Sérgio Moro fez questionamentos ao cantor. O magistrado da Lava Jato citou os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula) e Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) e o marqueteiro de campanhas do PT João Santana. Os três foram condenados na operação. Palocci e Santana são delatores.

“O sr conheceu José Dirceu?”, perguntou Moro. “Sim, claro”, respondeu Gil. “Ministro ao mesmo tempo que o sr?”, quis saber o juiz. “Sim”, disse o músico. “Teve conhecimento quando o sr ocupava o ministério do envolvimento do sr José Dirceu em algum esquema de corrupção?”, questionou o magistrado. “Não”, afirmou Gil.

“Conheceu Antonio Palocci?”, perguntou o juiz. “Sim”, disse o cantor. “Teve conhecimento durante o exercício do cargo como ministro do sr ministro Antonio Palocci em algum esquema de corrupção?”, questionou Moro. “Não”, respondeu Gilberto Gil.

O cantor disse a Moro que conheceu João Santana e teve contato com o marqueteiro durante o período em que ocupou o cargo de ministro da Cultura.

O juiz da Lava Jato quis saber se o músico soube, na época, de algum envolvimento de João Santana em algum esquema de corrupção ou de lavagem de dinheiro.

“Não, não tive conhecimento nenhum”, afirmou Gil. “O sr tem conhecimento que tanto o sr Antonio Palocci como o sr João Santana são confessos em relação a prática de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro?”, perguntou o magistrado. “Tenho ouvido notícias a respeito dessa possibilidade”, disse Gilberto Gil. “Mas na época o sr não tinha conhecimento”, afirmou o juiz. “Não”, respondeu o cantor.


7 comentários

  1. Anezio Pinto
    sexta-feira, 10 de agosto de 2018 – 22:20 hs

    Esquerdistas de m**** são assim, nunca viram, nunca ouviram, não sabem de nada… São puros e inocentes, merecem ser canonizados… Escórias!

  2. Petrus
    sexta-feira, 10 de agosto de 2018 – 22:21 hs

    Alguém pergunte a esse SONSO se ele assistiu alguma das 77 (setenta e sete) palestras que o Presidiário Pândego Lula da Silva, preso em Curitiba, declarou á Receita Federal e QUE NINGUÉM NUNCA VIU?

  3. Luiz Flávio
    sábado, 11 de agosto de 2018 – 6:50 hs

    O bestial depoimento do SIM e do NÃO, imagino o Moro se segurando para não rir do idiota funcional.

  4. JÁ ERA...
    sábado, 11 de agosto de 2018 – 7:30 hs

    Veja a cara deste sujeito… perguntar se presenciou alguma corrup-
    ção no governo PT para uma múmia é a mesma situação que per-
    guntar a uma parede !!!

  5. BinLaden
    sábado, 11 de agosto de 2018 – 18:06 hs

    É o mantra dos PTralhas…nunca viu, nunca ouviu, não sabe de nada..como o CHEFÃO LULARÁPIO…

  6. Parreiras Rodrigues
    sábado, 11 de agosto de 2018 – 20:53 hs

    Gilberto Gil, um compositor-cantor digno de todos os prêmios na área.
    Mas, vai ser mentiroso assim lá na baixa da égua.

  7. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 13 de agosto de 2018 – 14:51 hs

    É sempre assim, o juiz parcial, perseguidor do Lula não vai levar em consideração depoimento honesto e sincero de testemunha imparcial.

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