171 pessoas morreram em confronto com polícia no Paraná | Fábio Campana

171 pessoas morreram em confronto com polícia no Paraná

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, divulgou levantamento sobre o número de pessoas mortas em confrontos com a polícia no Paraná.
No primeiro semestre do ano foram 171 mortes, um aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado, que segundo o procurador de justiça e coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, se dá pelo “recrudescimento da violência e a PM que representa o Estado neste embate, também faz parte desse quadro”.
Em nota, a Polícia Militar encaminhou esclarecimento à opinião pública:

Todas as ocorrências de confrontos armados, que envolvem o resultado morte por parte da Polícia Militar, caracterizam-se, em regra, por situações de uso legítimo da força em resposta a atos e fatos gerados por pessoas à margem da lei que atuam criminosamente colocando em risco real e iminente a pessoa do agente público ou de terceiros;
Todas essas situações são comunicadas pela Polícia Militar ao Ministério Público, por meio do GAECO, que acompanha todo o processo instrutório que objetiva esclarecer as circunstâncias que envolvem os fatos;
Doutrinariamente a Polícia Militar trabalha os conceitos de uso seletivo da força, direitos humanos, respeito à dignidade da pessoa humana, dentre outros valores que transversalmente interagem com todas as disciplinas afetas à formação, qualificação, especialização e capacitação técnico profissional, na teoria e na prática de todas as formas de atuação da Força Pública;
Há muitas variantes estatísticas e qualificadoras das situações de confrontos que demonstram que a maior parte das pessoas que ousam confrontar com a PMPR são presos ilesos ou com lesões corporais, o que bem demonstra que inexiste a prevalência do resultado morte nessas intervenções PM;
Quanto mais eficiente for a Polícia Militar nas intervenções em ocorrências agravadas pelo uso de violência ou grave ameaça, com emprego de armas de fogo por parte de criminosos, maiores serão as situações de reação e de confrontos;
Por certo, onde há maior concentração demográfica, há maiores indicadores de incidência criminal e de ocorrências policiais, maiores aparatos de resposta policial e, por conseguinte, maiores registros de intervenções e confrontos, a justificar a maior concentração de resultado morte na Capital do Estado.

(Foto: Divulgação/GAECO)


4 comentários

  1. fabio
    sexta-feira, 17 de agosto de 2018 – 11:58 hs

    Direitos Humanos a realidade deve ser bem mais ampla .

    http://www.obemdito.com.br/policia/assaltantes-sequestram-torturam-e-matam-filho-de-pm-em-umuarama/8249/

  2. bs
    sexta-feira, 17 de agosto de 2018 – 13:38 hs

    Tem que parar com essa lenga lenga e ficar endeusando os bandidos,

  3. Juca
    sábado, 18 de agosto de 2018 – 6:59 hs

    O “direito dos manos” tem que ser respeitado. Para isso tem um monte de defensores.

  4. NÃO VOTE EM QUEM JÁ FOI
    sábado, 18 de agosto de 2018 – 12:14 hs

    Eu acho que é pouco. Tem que matar bem mais.

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