Convênios da UFPR bancaram viagens e hotéis de luxo | Fábio Campana

Convênios da UFPR bancaram viagens e hotéis de luxo

A Gazeta do Povo investigou quatro projetos desenvolvidos pela Universidade Federal do Paraná com convênios com órgãos federais. A grana, segundo matéria do jornal, banca uma série de privilégios a um núcleo restrito de professores e servidores do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura da UFPR – aquele que mesmo que ano passado foi condenado a devolver R$ 16 milhões por conta de seus ‘convênios’.
O negócio é escandaloso, os recursos para pesquisas pagaram viagens internacionais estendidas, hotéis de luxo, refeições em restaurantes de renome para professores e acompanhantes sem nenhuma ligação com a instituição.

Diz a matéria de Felippe Aníbal:
As missões internacionais giram em torno, principalmente, do professor Eduardo Ratton, fundador e superintendente do ITTI. Em fevereiro de 2016, por exemplo, ele viajou a Montevidéu, no Uruguai, para participar de um seminário sobre hidrovias. Levou consigo – e com todas as despesas pagas com recursos públicos – a namorada, que não tem vínculo com a UFPR; o filho, o engenheiro civil Philipe Ratton, que atua em projetos do instituto; e a acompanhante deste, uma advogada que também não tem relação com a universidade. Participaram da excursão, ainda, um professor e um advogado do ITTI.

Conforme informações oficiais do evento, a programação se restringiu a dois dias – 4 e 5 de fevereiro, véspera de carnaval. A estadia, no entanto, se prolongou por mais quatro dias, de modo que Ratton e sua comitiva puderam passar o carnaval na capital uruguaia.

As despesas de todos foram bancadas por um convênio da UFPR com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), por meio do qual o ITTI deve fazer estudos técnicos para obras na hidrovia do Rio Paraguai. As diárias de duas suítes custaram R$ 6.975,16, o período. Todos ficaram hospedados no Radisson Victoria Plaza, um hotel de luxo localizado na Plaza de Independencia e que dispõe de cassino, spa com sauna e piscina semiolímpica.


7 comentários

  1. segunda-feira, 16 de julho de 2018 – 11:52 hs

    SÓ PODE SER VERMELHINHOS SANGUESSUGAS NÉ,KKKKKKKKKKKKKKKK!!!

  2. Veredito
    segunda-feira, 16 de julho de 2018 – 11:57 hs

    Me diga uma coisa caro Fabio Campana: o reitor deste instituto não é o ex-vereador e Professor Alípio Santos Neto? Seja ele ou não o reitor não passaria pelo cargo a autorização desta viagem?

  3. Alexandre Prestes
    segunda-feira, 16 de julho de 2018 – 13:48 hs

    Solução: privatiza a universidade pública e investe fortemente no ensino fundamental, secundário e profissionalizante públicos. Nossa paciência já se esgotou!

  4. Alcoólatra
    segunda-feira, 16 de julho de 2018 – 14:17 hs

    Eduardo Ratton possui fama que lhe acompanha de longa data. Há 20 anos (ou mais) mantém o mesmo modus operandi.

    Seria supostamente ligadissimo ao Gregório, ex presidente da URBS, e ambos seriam do PDT e ligadissimos a Osmar Dias.

    É preciso mexer nessa farofa, muita linguiça vai aparecer.

    Se eu pudesse apostar, em tese, apostaria que terminam a vida no hotel de Piraquara ou no hotel do Santa Cândida.

  5. Parreiras Rodrigues
    segunda-feira, 16 de julho de 2018 – 14:57 hs

    I IFPR é uma das universidades que entram na conta das criadas pelo PT. Que só se lhe trocou a placa. de escola técnica para universidade.

    Alias, nisso o PT é perito. Juntou os vales da dona Ruth, gás, escola, e outros e tascou-lhe o rótulo de Bolsa Família..

  6. antonio carlos
    segunda-feira, 16 de julho de 2018 – 18:45 hs

    A nossa centenária universidade esta´caindo de podre, igualzinha a muitos dos seus prédios. Também pudera, depois de uma década de proselitismo pestista só poderia acabar assim, na roubalheira.

  7. Ranciaro
    terça-feira, 17 de julho de 2018 – 1:44 hs

    Um absurdo! Mas as estaduais do Paraná não ficam atrás. Basta verificar o Tide pesquisa de nossos doutores. Muitas delas são somente uma garantia para continuar recebendo, não trazendo nada a implementação de estudos técnicos ao Governo e a sociedade.

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