'A volta por cima do Paraná' | Fábio Campana

‘A volta por cima do Paraná’

artigo de Ademar Traiano

Existem momentos em que os questionamentos políticos e as divergências ideológicas precisam ceder espaço para as avaliações objetivas e as constatações práticas. Esse é um desses momentos.

Matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, um veículo nacional de economia e finanças, com grande credibilidade, destaca: o Paraná é um ponto fora da curva na crise nacional.

Os dados são eloquentes. Com bom desempenho da sua economia, o Paraná cresce mais que a média brasileira. O PIB paranaense aumentou 2,5%, em 2017, superando de longe a média de crescimento do Brasil, que foi de 1%.

Entre os destaques desse desempenho diferenciado está a redução de 8,3% na taxa de desemprego, no final de 2017, e a criação de 36.731 novas vagas, no primeiro quadrimestre de 2018.

Outro comparativo relevante foi o da renda média domiciliar mensal: enquanto a renda do brasileiro em geral caiu 1,1%, estacionando em R$ 1.217; a do paranaense subiu 2,2%, alcançando R$ 1.476 mensais.

Ora, não existe política social e de geração de renda mais efetivas que a geração de emprego. E é nesse setor crucial, em que o papel indutor do estado é mais presente e importante, que o Paraná se diferenciou e assumiu uma posição de liderança.

O Estado chegou a esse diferencial justamente por ter feito aquilo pelo qual foi tão erroneamente criticado. O ajuste fiscal de 2015, quando a crise provocada pela gestão ruinosa de Dilma Rousseff não era sequer percebida pela maioria dos governadores.

Segundo a matéria do Valor, a indústria, que representa 25% do PIB do Paraná, cresceu 4,4% nesse mesmo período. Impulsionada por programa como o Paraná Competitivo que trouxe bilhões em investimentos para o Estado.

O governo por ter proposto, e a Assembleia por ter aprovado ajuste fiscal, foram alvos de ataques hidrófobos da oposição. Hoje, o acerto desse ajuste é reconhecido, explicitamente, pela reportagem do Valor Econômico como o grande motor dessa arrancada do Paraná. Ele foi o responsável por restituir a capacidade de investimento do Estado. Diz o jornal Valor:

“O ajuste fiscal restituiu a capacidade de investimento do Estado. Entre recursos orçamentários e verbas das estatais Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), o Paraná investiu R$ 12,59 bilhões no biênio 2016 e 2017. Para 2018, a previsão é investir R$ 8,4 bilhões – R$ 4,42 bilhões em recursos orçamentários e R$ 3,98 das estatais”.

A oposição ferrenha enfrentada pelo ex-governador Beto Richa trilhou, comprovadamente, caminhos equivocados. Mas dificilmente vai reconhecer o seu desacerto. Continuar a atacar as políticas desenvolvidas pelo governo do Paraná, no entanto, será uma tarefa mais ingrata.

Para prosseguir com seu discurso, e continuar sua campanha de desqualificação para com os rumos tomados pelo governo anterior e que, em suas linhas gerais, mantidos pela atual administração, terá de fazer malabarismos. Entre eles, contestar números objetivos, certificados por organizações idôneas como os institutos que mensuram os resultados da economia do país.

Ademar Traiano é deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e vice-presidente do PSDB do Paraná


3 comentários

  1. xiru ded palmas
    sexta-feira, 6 de julho de 2018 – 9:08 hs

    Apenas do Trairano deixou de comentar o seguinte:
    O CRESCIMENTO DA INDUSTRIA PARANAENSE ESTÁ ATRELADO À ANTECIPAÇÃO DE ICMS, COM QUASE 50% DE DESÁGIO.
    É claro com a antecipação do icms o estado recebe verbas que não estavam previstas em orçamento, aumentando a sua capacidade de gastar.
    Para as empresas bem organizadas é mel na chupeta, é mamão com açucar dos dois lados.
    Vejam bem:
    A minha empresa antecipa para o estado R$ 10.000.000,00 em icms.
    Vai ao BNDS e faz um financiamento de capital de giro de r$ 10.000.000,00 com 6 meses de carência pagando juros de 0,5 ao mes (R$ 5.000,00) por mes.
    Ao final de 6 meses teve um custo de R$ 30.000,00.
    Somamos estes R$ 30.000,00 com os R$ 10.000.000,00 que a empresa antecipou ao governo a empresa terá um desembolso de R$ 10.030.000,00, que na realidade não saiu de seu capital circulante e sim foi emprestado pelo BDES.
    Agora vejam o pepino do próximo governo.
    A empresa terá um crédito de R$ 5.000.000,00 de icms devido a antecipação, quer dizer ela pode produzir até o limite de R$ 5.000.000,00 de icms que estará isenta.
    O lucro da empresa com este favozinh9o do governo:
    R$ 15.000.000,00 de icms – r$ 10.030.000,00 da antecipação = R$ 4.970.000,00
    LUCRO ESTE QUE GANHOU DE PRESENTE DO ESTADO.
    E este lucro não vai ser repassado ao consumidor, ficara no meu bolso
    ASSIM ATÉ FABRICA DE GELO NO POLO NORTE PROVOCA CRESCIMENTO ECONÔMICO.

    PUBLIQUE CAMPANA

  2. BinLaden
    sexta-feira, 6 de julho de 2018 – 10:08 hs

    Aproveita e paga os trezentos milhões que deve à PARANAPREVIDENCIA

  3. Alvaro Lepri Ribeiro
    sexta-feira, 6 de julho de 2018 – 14:12 hs

    Conversa para boi dormir.
    É uma vergonha o que este Estado está passando, com a vultuosa e predatória carga tributária que extorquem da população, onde o retorno deveria ser infinitamente maior.
    Diga-me Deputado, onde estão as 14 penitenciárias que teriam que ter sido construídas nas últimas duas gestões do seu ex-governador?
    As estradas pedagiadas com tarifas elevadas devido a corrupção, sendo os pedágios mais caros que existem em relação aos servicos prestados, explique isto Deputado.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*