O Primeiro Comando da Capital | Fábio Campana

O Primeiro Comando da Capital

O Primeiro Comando da Capital, comumente chamado de P.C.C., é uma das maiores facções criminosas do Brasil. Foi criada em 31 de agosto de 1993, no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, o Piranhão, considerada na época a prisão mais segura de São Paulo.
Durante uma partida de futebol na quadra do presídio, oito presos resolveram batizar seu time de Comando da Capital. Entre os integrantes do P.C.C., que se tornaria uma facção, estavam os presos Misael Aparecido da Silva, o Misa, Wander Eduardo Ferreira, o Eduardo Cara Gorda, Antonio Carlos Roberto da Paixão, o Paixão, Isaías Moreira do Nascimento, o Isaías Esquisito, Ademar dos Santos, o Dafé, Antônio Carlos dos Santos, o Bicho Feio, César Augusto Roris da Silva, o Cesinha, e José Márcio Felício, o Geleião.

Ainda no início da facção, o time de criminosos dizia que ela havia sido criada para “combater a opressão dentro do sistema prisional paulista” e também “para vingar a morte dos 111 presos”, em 2 de outubro de 1992, no episódio que ficou conhecido como “massacre do Carandiru”, quando homens da Polícia Militar mataram presidiários no pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo.

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, é o principal líder do P.C.C. atualmente. Assumiu a liderança do P.C.C. no final de 2002, pregando ações mais moderadas. Destituiu os líderes da ala radical da facção, Cesinha e Geleião, que usavam atentados para intimidar as autoridades do sistema prisional.

Embora tenha origem em São Paulo, onde seu poder é maior, o P.C.C. também tem domínio em vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Paraná.
Recentemente, as rebeliões ocorridas em presídios de todo o país marcam o rompimento do P.C.C. com o C.V. Duas décadas de aliança e clima amistoso entre as duas maiores facções brasileiras.

Virgínia Queiroz, para Revista Ideias


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