Justiça concede perdão judicial a seis réus da Operação Publicano | Fábio Campana

Justiça concede perdão judicial a seis réus da Operação Publicano

G1,
Justiça concedeu perdão judicial a seis réus que fizeram delação premiada e colaboraram com as investigações na Operação Publicano, que investigou desvio de recursos na Receita Estadual. Entre os beneficiados está Luiz Antônio de Souza, principal delator do esquema, e outras cinco pessoas da família dele. A condenação foi publicada na terça-feira (5).
A Publicano investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual. Segundo as investigações, uma organização criminosa atuava no órgão cobrando propina de empresários em troca de benefícios fiscais. Mais de 300 pessoas foram denunciadas.
Segundo as apurações, baseadas na delação de Souza, em 2014, parte do suborno teria sido repassado à campanha de Richa para governador.

Nesta sentença, apenas o auditor fiscal Milton Digiácomo foi condenado a nove anos de prisão por lavagem de dinheiro, ele está solto. Ele também deve pagar multa de mais de R$ 100 mil.

A Justiça também mandou confiscar a sala comercial, que ficou conhecida como ‘sala da propina’. De acordo com a sentença, a sala foi comprada com recursos oriundos da corrupção e era utilizada para guardar dinheiro de propina.

Esta ação apurou o caminho do dinheiro arrecadado com a cobrança de propina por um grupo de auditores e parentes de Souza, que foi demitido da Receita Estadual em 2016.

Ao longo das investigações, policiais e promotores conseguiram identificar fazendas, casas, apartamentos, salas comerciais e carros comprados com o dinheiro de propina.

O auditor Milton Digiácomo pode aguardar em liberdade o julgamento de recursos. Na sentença o juiz Juliano Nanúncio também determinou a demissão do auditor do órgão público.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que vai avaliar se pedirá um aumento de pena do auditor condenado. Com relação aos investigados que tiveram perdão judicial, a promotoria disse que concordou com a decisão do juiz.

O que dizem os envolvidos

A defesa de Luiz Antônio de Souza e seus familiares informou que está satisfeita com a sentença e não tem nada a declarar.
Até a publicação desta reportagem, o advogado de Milton Digiácomo não havia sido localizado pelo G1 para comentar a condenação.


5 comentários

  1. Luiz Carlos Flávio
    quarta-feira, 6 de junho de 2018 – 13:29 hs

    Só falta agora serem reintegrados ao trabalho e receber indenização por danos morais.

  2. Professor aposentado da UEL
    quarta-feira, 6 de junho de 2018 – 14:13 hs

    Nomes dos perdoados.

  3. quarta-feira, 6 de junho de 2018 – 14:50 hs

    É incompreensível que em delação um delinquente com crimes sexuais seja perdoado. Assim como não dá pra entender como o Joesley chefe do esquema da JBS, teve benefício concedidos pelo Ministro Fachim, sabendo-se que a lei de delação impede que o chefe seja beneficiado.
    Fica a sensação que delatar é a saída para réus confessos, para livrarem-se da prisão ou obterem benefícios. Atira-se pra todos os lados e se colar colou.

  4. HORA DA VERDADE
    quarta-feira, 6 de junho de 2018 – 15:22 hs

    O BLOG TEM QUE DAR O NOME DESTES 300(TREZENTOS) QUE FORMA DENUNCIADOS, AÇÃO É PUBLICA E O DINHEIRO DA RECEITA QUE FOI TRAPACEADO.
    PORQUE A NOTA PARANÁ, se a transparência dos desvios na acontece. Sem esta que é sigilo fiscal. Desvio de imposto é crime contra o contribuinte e crime contra a economia publica não pode ter sigilo.

  5. quarta-feira, 6 de junho de 2018 – 20:33 hs

    Gostaria também saber os nomes dos perdoados

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