O comportamento das Cortes | Fábio Campana

O comportamento das Cortes

O STF está na boca do povo. Não é tarefa difícil saber quem é quem e, menos ainda, palpitar sobre posicionamentos na hora das votações. Mas como as Cortes nas democracias fortes do mundo se comportam?
Sem tratar das jurisdições, vamos direto ao espetáculo.
Nos EUA os juízes decidem a portas fechadas. Nada de transmissões ao vivo, nada de assessores fofocando para imprensa, nada de debates públicos. Depois de tudo discutido e decidido pela maioria, o voto final é divulgado. Apesar das ‘sessões secretas’, torna-se pública a opinião do relator e o nome daqueles que o acompanharam e dos que divergiram dele.
Na Itália e na França as Cortes também tratam de tudo em sigilo. Espanha e Alemanha, têm regimes mistos: portas entreabertas, parte das sessões são públicas, parte sigilosas.
Há pontos positivos e negativos nas duas maneiras. Mas, certamente, em nenhum lugar do mundo civilizado, ministros supremos são protagonistas de uma novela com torcida organizada.

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)


3 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 24 de maio de 2018 – 12:17 hs

    O STF (e todos os demais poderes e anexos) são reflexo inexorável da sociedade brasileira. As instituições não são diferentes da sociedade que as criou e preencheu. O Brasil é isso aí mesmo. Nada mais.

  2. Ein Sof
    quinta-feira, 24 de maio de 2018 – 12:19 hs

    Novamente, o Doutor Prolegômeno falando VERDADES.

  3. Tonhão
    quinta-feira, 24 de maio de 2018 – 15:25 hs

    Tudo nos EUA é diferente.
    PIB: R$ 18 trilhões contra 2,5 trilhões do BR.
    Arrecadação impostos: apesar de ter uma carga trib de 8% arrecada 5 vezes mais q o BR.
    A isso td se dá o nm de gestão tributária..

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