Novo pacote de medidas contra corrupção em junho, diz Dallagnol | Fábio Campana

Novo pacote de medidas contra corrupção em junho, diz Dallagnol

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, anunciou hoje (18) que será lançada em junho uma nova campanha contra a corrupção, elaborada pela organização Transparência Internacional e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com Dallagnol, o novo pacote terá mais de 70 propostas atacando a corrupção em 12 diferentes frentes.

“Dentre estas propostas estará a desburocratização, algo que é bom ao ambiente empresarial e ao combate à corrupção porque na burocracia se cria dificuldades para vender facilidades”, disse o procurador da República durante uma palestra a empresários no litoral paulista.

Dallagnol solicitou apoio da plateia para apoiar a nova campanha, destacando que o novo pacote também apresentará como sugestão a inserção na grade curricular da educação básica de uma disciplina tratando do tema de combate à corrupção e controle social das coisas públicas.

“Também vamos apresentar a ideia da democracia partidária, para que não exista apenas o cacique que decida quem vai concorrer e quanto vai para cada campanha, mas para que exista democracia partidária e facilitando a renovação política.”

O procurador também destacou que o novo pacote vai propor a redução do alcance do foro privilegiado que, segundo ele, atualmente beneficia 55 mil pessoas e passaria a atingir somente 15 pessoas. “Ainda vamos propor a criminalização do enriquecimento ilícito dos funcionários públicos, acabando com a aposentadoria remunerada ao magistrado que se envolve com corrupção”, disse Dallagnol.

Ministros do STF

Sem mencionar detalhes, o procurador afirmou que o novo pacote de medidas também vai propor alteração nas nomeações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos Tribunais de Contas. Atualmente, os ministros são escolhidos pelo presidente da República e as indicações apreciadas pelo Senado.

“A Lei da Ficha Limpa também deve valer para todos os servidores públicos, e não somente para os políticos. E a licitação de grandes obras, acima de R$ 30 milhões, passam a exigir das empresas programas de integridades efetivos”, destacou Dallagnol. (ABr)


3 comentários

  1. Petrus
    sábado, 19 de maio de 2018 – 14:22 hs

    Se candidate ao legislativo, Deltan!!

    Não é de sua competência, enquanto procurador, propor novas legislações!!!

  2. Olheiro
    sábado, 19 de maio de 2018 – 20:58 hs

    Uma ideia bastante simples prática e funcional seria o MP acompanhar todas as etapas do processo licitatório emitindo pareceres e apontamentos periódicos, quanto à lisura do mesmo inclusive antes de se iniciar o contrato e respectivos pagamentos, bem como durante os mesmos. E após os pagamentos respectivos, todas empresas que contratarem com o poder público serem auditadas pelo fisco Estadual e Federal. Os promotores públicos e o fisco estão chegando demasiadamente tarde, ou seja, depois q a boiada já passou.. O q no final das contas se transforma tudo em custo estratosférico pros contribuintes de impostos.. Pois da forma atual como é feito até promotores de justiça quando ingressam na política se corrompem.. a exemplo de Demóstenes Torres (GO) e Fernando Capez (SP). Ou eu estaria equivocado??

  3. Palpiteiro
    domingo, 20 de maio de 2018 – 11:57 hs

    Elejam-se e apresentem projetos. Demagogia e pregação messiânica não resolvem coisa alguma.

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