Mais 60 dias para inquérito de Paulo Bernardo, o 'Filósofo' | Fábio Campana

Mais 60 dias para inquérito de
Paulo Bernardo, o ‘Filósofo’

GauchaZh,
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou por mais 60 dias o inquérito resultante da Operação Lava-Jato contra o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), o deputado federal Marco Maia (PT), o ex-ministro Paulo Bernardo (PT) e os ex-presidentes da Trensurb Marco Arildo Cunha e Humberto Kasper. O pedido foi feito pela Polícia Federal (PF) e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação é referente ao suposto pagamento de propina pela Odebrecht.

O inquérito foi aberto a partir das delações premiadas dos executivos da empreiteira Benedicto Barbosa da Silva e Valter Luis Arruda Lana. Segundo a PGR, a solicitação de propina ocorreu com base no contrato de R$ 323.977.829,28 para extensão da linha do metrô entre São Leopoldo e Novo Hamburgo.

De acordo com os colaboradores, Padilha teria recebido 1% do valor do contrato, em decorrência de sua possível interferência no processo licitatório. Maia teria recebido 0,55%, em razão da ausência de entraves na época em que foi presidente da empresa. Esse pagamento teria ocorrido com a presença de Humberto Kasper e Marco Arildo Cunha. Já Paulo Bernardo teria recebido, na época em que era ministro, 1% do valor do contrato para incluir a obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Ainda conforme os delatores, os pagamentos ocorreram entre 2009 e 2010 por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, conhecido como Departamento de Propina. No sistema de operações estruturadas da empreiteira, que controlava esses pagamentos, Padilha era chamado de “Bicuíra”, Maia de “Aliado”, Paulo Bernardo de “Filósofo”, Marco Arildo Cunha de “Sucessor” e Humberto Kasper de “Jornalista”.


Um comentário

  1. quarta-feira, 9 de maio de 2018 – 9:22 hs

    A obra de extensão da Trensurb até Novo Hamburgo não custou R$ 324 milhões e sim R$ 1 bilhão. A propina foi bem maior.

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