Delator cita '30 anos' de crimes com ex-governador Sérgio Cabral | Fábio Campana

Delator cita ‘30 anos’ de crimes com ex-governador Sérgio Cabral

Em depoimento no processo derivado da Operação Unfair Play, que investiga a compra de votos no Comitê Olímpico Internacional (COI) para o Rio sediar a Olimpíada, o delator Carlos Miranda, apontado como operador de Sérgio Cabral, afirmou que pratica crimes com o ex-governador “há 30 anos”. Miranda e Cabral são amigos de infância, e o operador auxiliou o emedebista desde o início de sua carreira. As informações são d’O Globo.

O primeiro cargo público de Cabral foi o de diretor da TurisRio, a companhia de turismo do governo estadual, para a qual foi nomeado em 1987, há 31 anos. Em 1990, elegeu-se deputado estadual pela primeira vez.

Miranda reafirmou que Cabral admitiu, em conversa na cadeia, que houve compra de votos de membros do COI, pagos por Arthur Soares, o Rei Arthur, empresário acusado de pagar propina a Cabral em troca de contratos do governo com suas empresas.

A defesa de Cabral contestou a fala, alegando que seria inverossímil o ex-governador relatar o crime a Miranda, porque já se sabia que ele negociava uma delação. Miranda respondeu:

— Participei de uma organização criminosa em que o Sérgio era o chefe. Os comentários sobre esse crime e outros aconteceram ao longo de 30 anos.


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