Contas públicas podem deixar país ingovernável, diz Marcelo Caetano | Fábio Campana

Contas públicas podem deixar país ingovernável, diz Marcelo Caetano

Para o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, a questão previdenciária terá de ser inevitavelmente encarada pelo futuro presidente da República. Se negar a existência do problema, afirma, o vencedor das eleições corre risco de enfrentar uma situação de ingovernabilidade diante da gravidade das contas públicas. As informações são de Geraldo Doca n’O Globo.

O gasto com benefícios já representa mais da metade das despesas primárias da União (que não contabilizam os gastos com juros) e reduzem a margem do governo para investir e aplicar em áreas prioritárias como Saúde e Educação.
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A despesa da União com pagamentos dos setores público e privado e dos Benefícios de Prestação Continuada (BPC), pagos a idosos e deficientes de baixa renda, alcança 57,3% dos gastos totais. Do orçamento de 2018, de R$ 1,45 trilhão, as despesas com Previdência consomem R$ 596,2 bilhões.

— O gasto é crescente tanto em relação ao histórico quanto à perspectiva de evolução, diante do rápido processo de envelhecimento da população — afirma Caetano.

Segundo ele, a reforma enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso, apesar da sua abrangência ao alterar regras de aposentadoria dos trabalhadores do setor privado e dos servidores públicos, tem prazo de validade de dez anos. Outras mudanças serão necessárias depois desse prazo. A proposta previa inicialmente uma economia de R$ 793 bilhões só com o regime do INSS. Mas, com as concessões no texto final que o governo, pressionado, acabou fazendo, o impacto baixou para R$ 500 bilhões. No setor público, a economia subiu de R$ 61,9 bilhões para R$ 88,1 bilhões, apesar de não contemplar a previdência dos militares.

Para facilitar a aprovação da proposta, o governo retirou da reforma trabalhadores rurais e os benefícios assistenciais. Também flexibilizou as regras para professores e policiais federais, que têm aposentadorias especiais, e aceitou idades mínimas diferentes para homens (65 anos) e mulheres (62 anos).

Em maio de 2017, o texto estava pronto para ir ao plenário da Câmara, mas a divulgação da gravação de Temer por Joesley Batista enterrou a reforma.


2 comentários

  1. Zé Ninguém
    domingo, 13 de maio de 2018 – 22:11 hs

    Isso mesmo, continua cortando benefícios e aposentadorias de aleijados, idosos, etc. E continua enchendo de dinheiro o rabo dos mesmos de sempre ! É isso aí !!

  2. Lorival da Cunha Sobrinho
    segunda-feira, 14 de maio de 2018 – 8:38 hs

    “Vamos pagar R$2 bilhões para financiar a eleição de 2018”
    (Título de uma das matérias deste blog) … (Entenda-se por “vamos”: nós, os senhores contribuintes !!)
    ….. Além de um nível de corrupção que assola todos os níveis de governos municipais, estaduais e federais, aquele é mais um dos milhares de problemas enfrentados e “financiados” pelo Senhor Contribuinte !!!
    Há anos, em todos os palanques montados nesse território nacional houve-se que as prioridades a serem implantadas pelos políticos brasileiros se eleitos seriam: Educação, Saúde e Segurança. Por óbvio não foi o que aconteceu pois, a Educação carece de Saúde, a saúde necessita cada vez mais de Segurança e a Segurança é cada vez mais carente de Educação. Hoje e há muito tempo, vários órgão de comunicação propagam aos quatro ventos que a prioridade são os “percalços criados, ao longos dos tempos, pela Previdência Social …. Pergunto-me, quais serão as futuras prioridades tão logo aqueles percalços sejam solucionados assim como “está sendo feito” nas áreas de Educação, Saúde e Segurança ?????

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