Procuradores da Lava Jato desancam Gilmar Mendes | Fábio Campana

Procuradores da Lava Jato
desancam Gilmar Mendes


A Lava Jato reagiu às acusações do ministro Gilmar Mendes, do STF, que afirmou que “a corrupção chegou ao Ministério Público Federal”. Gilmar citou o ex-procurador Marcelo Miller, envolvido no caso JBS, e também Diogo Castor, que integra a força-tarefa da Lava Jato no Paraná.

Em nota, a Lava Jato do Ministério Público Federal se disse “surpreendida” e atribuiu a Gilmar “absoluta falta de seriedade”. “Lançou contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos notícias antigas e falsas a respeito do comportamento deste na Operação Lava Jato”, diz o texto. “A fala do ministro Gilmar Mendes desbordou o equilíbrio e responsabilidade exigidos pelo seu cargo”, afirmam os procuradores da Lava Jato.

Eles alegam que o ministro faz “não só acusações genéricas e sem provas contra a atuação do Ministério Público Federal, mas especialmente imputações falsas contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos com base em notícias antigas e em suposto ‘ouvir dizer’ de desconhecidos advogados, mentiras já devidamente rechaçadas em nota pela força-tarefa Lava Jato em Curitiba em 12 de maio de 2017”.
[Foto: ABr]
Lava Jato reagiu às acusações do ministro Gilmar Mendes, do STF, que no Plenário da Corte, na quarta-feira, 11, afirmou que “a corrupção chegou ao Ministério Público Federal”

A nota esclarece o caso do procurador Diogo Castor. “A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal em Curitiba informa que o procurador da República Diogo Castor de Mattos não atuou e não atua em nenhum dos casos ou processos envolvendo o empresário João Santana de Cerqueira Filho.”

João Santana foi marqueteiro do PT. Ele e a mulher Mônica Moura foram presos na Operação Acarajé, desdobramento da Lava Jato.

Os procuradores observam que o acordo de delação de João Santana “foi celebrado com a Procuradoria-Geral da República em 8 de março de 2017, antes do escritório Delivar de Mattos e Castor Advogados (que tem como um dos sócios Rodrigo Castor de Mattos, irmão do procurador) assumir a defesa do empresário em 17 de abril de 2017”.

O procurador atua na operação Lava Jato desde abril de 2014. O escritório ingressou na representação de Santana em abril de 2017. “Acrescenta-se que Rodrigo Castor de Mattos, embora permaneça como sócio do escritório citado, deixou a defesa de Santana em maio do ano passado.”

A Lava Jato dá o troco e faz menção a um polêmico capítulo do ministro – sua proximidade com o empresário Jacob Barata Filho, o “Rei do Ônibus”, alvo da Lava Jato no Rio.

“Como se pode ver, o procurador da República Diogo Castor de Mattos na força-tarefa Lava Jato não atuou na investigação de João Santana por decisão própria, indo além das exigências éticas e legais da magistratura, comportamento esse que o próprio ministro Gilmar Mendes não observou quanto ao seu impedimento em medidas judiciais relativas ao investigado Jacob Barata Filho.”

“A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná presta estes esclarecimentos à população para não ficar indefesa diante do reiterado sentimento negativo do ministro Gilmar Mendes com o sucesso da Operação Lava Jato em desbaratar organizações criminosas que atuavam no poder público federal e com as mudanças positivas que o combate à corrupção trazem para a Justiça brasileira, bem como para mostrar sua indignação com o destemperado uso de falsas notícias e supostas intrigas de advogados desconhecidos em relação ao procurador da República Diogo Castor de Mattos.”

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA LAVA JATO

“A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) foi surpreendida na data de ontem, 11 de abril de 2018, pela intervenção do ministro Gilmar Mendes na sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal, a qual, com absoluta falta de seriedade, lançou contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos notícias antigas e falsas a respeito do comportamento deste na Operação Lava Jato.

A fala do ministro Gilmar Mendes desbordou o equilíbrio e responsabilidade exigidos pelo seu cargo, fazendo não só acusações genéricas e sem provas contra a atuação do Ministério Público Federal, mas especialmente imputações falsas contra o procurador da República Diogo Castor de Mattos com base em notícias antigas e em suposto “ouvir dizer” de desconhecidos advogados, mentiras já devidamente rechaçadas em nota pela força-tarefa Lava Jato em Curitiba em 12 de maio de 2017 no seguinte sentido:

A força-tarefa Lava Jato do MPF em Curitiba informa que o procurador da República Diogo Castor de Mattos não atuou e não atua em nenhum dos casos ou processos envolvendo o empresário João Santana de Cerqueira Filho. Além disso, o acordo de colaboração foi celebrado por Santana com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de março de 2017, antes do escritório Delivar de Mattos e Castor Advogados (que tem como um dos sócios Rodrigo Castor de Mattos, irmão do procurador) assumir a defesa do empresário em 17 de abril de 2017.

O procurador atua na operação Lava Jato desde abril de 2014, enquanto o escritório ingressou na representação do réu em abril de 2017. Por fim, acrescenta-se que Rodrigo Castor de Mattos, embora permaneça como sócio do escritório citado, deixou a defesa de Santana em maio do ano passado.

Como se pode ver, o procurador da República Diogo Castor de Mattos na força-tarefa Lava Jato não atuou na investigação de João Santana por decisão própria, indo além das exigências éticas e legais da magistratura, comportamento esse que o próprio ministro Gilmar Mendes não observou quanto ao seu impedimento em medidas judiciais relativas ao investigado Jacob Barata Filho.

A força-tarefa Lava Jato do MPF no Paraná presta estes esclarecimentos à população para não ficar indefesa diante do reiterado sentimento negativo do ministro Gilmar Mendes com o sucesso da Operação Lava Jato em desbaratar organizações criminosas que atuavam no poder público federal e com as mudanças positivas que o combate à corrupção trazem para a Justiça brasileira, bem como para mostrar sua indignação com o destemperado uso de falsas notícias e supostas intrigas de advogados desconhecidos em relação ao procurador da República Diogo Castor de Mattos.”


12 comentários

  1. Jorge
    quinta-feira, 12 de abril de 2018 – 19:43 hs

    GM será canonizado como São Gilmar, o protetor dos corruptos

  2. quinta-feira, 12 de abril de 2018 – 19:52 hs

    Estao pedindo a cassação deste vagabundo do STF,Aliaz Ai tem muitos bandidos ,protegidos pela toga,quando entram em plenário,parece um bando de Urubus ,para comer mais uma carniças !!

  3. BOTAFOGO PRESIDENTE.
    quinta-feira, 12 de abril de 2018 – 19:57 hs

    Tem rolo nesse angu,a justiça não é uma fonte de probidade aqui no Brasil.

  4. quinta-feira, 12 de abril de 2018 – 20:33 hs

    Gilmar pirou. Ele e mais o Marcos A. Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski não consegue acabar com a lava jato certo ? Que vergonha.

  5. Julio zumuda
    quinta-feira, 12 de abril de 2018 – 22:30 hs

    Estes procuradores viraram DEus
    Acima da lei
    Só querem se aparecer

  6. Amadeu de souza
    sexta-feira, 13 de abril de 2018 – 9:34 hs

    Porque não se faz uma verificação nestas denúncias. Quero ver quando eles atacarem o direito de imprensa. Hoje são deuses, quem discorda é porque é contra a lava jato. Cuidado com as consequências.
    Estão todos cegos neste pais.

  7. ieto
    sexta-feira, 13 de abril de 2018 – 10:03 hs

    O estado de sanidade mental do Ministro deve ser examinada URGENTEMENTE!!!

  8. Palpiteiro
    sexta-feira, 13 de abril de 2018 – 10:05 hs

    Os procuradores metidos com a delação premiada da turma do boi tem que ser investigados, inclusive o próprio janota.

  9. Larry de Camargo Vianna Nascim
    sexta-feira, 13 de abril de 2018 – 10:54 hs

    Ele é do time da Gleisi e Requião. Kkkk

  10. Observador
    sexta-feira, 13 de abril de 2018 – 11:05 hs

    O Brasil hoje se divide em duas castas: os SANTOS e os OUTROS…os SANTOS são os Procuradores e os OUTROS todos nós.

  11. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 13 de abril de 2018 – 11:13 hs

    Esses procuradores falam o que querem pelos cotovelos, de tudo e de todos, apontam o dedo para todos. Quando falam deles, se abespinham e se julgam semideuses, acima da crítica mundana. A língua é chicote da bunda.

  12. LEVI CARVALHO
    sexta-feira, 13 de abril de 2018 – 13:41 hs

    O MINISTÉRIO PUBLICO AS VEZES EXAGERA , MAS O PECADO DOS PROCURADORES É AS VEZES PELO EXCESSO DE ACUSAÇÕES . OU SEJA , PECAM PELA AÇÃO , NÃO PELA OMISSÃO , JÁ O MINISTRO G.M. PECA POR SER UM HOMEM SEM ESCRÚPULO , ACREDITA SER UM SEMIDEUS , ESQUECE QUE ESTÁ ONDE ESTÁ , NÃO POR COMPETÊNCIA E SIM POR INDICAÇÃO POLÍTICA , E POR NÃO EXISTIR MECANISMOS QUE O RETIREM DE LÁ , SE TORNOU O MAIOR DEFENSOR DE CORRUPTOS DESSE PAÍS . E O PIOR .DE FORMA EXPLICITA , COVARDE E NOJENTA.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*