Acampamento pró-Lula em Curitiba cresce e muda rotina da PF | Fábio Campana

Acampamento pró-Lula em Curitiba cresce e muda rotina da PF


Três noites após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o acampamento de vigília permantente no bairro Santa Cândida quadruplicou de tamanho. Segundo o Movimento Sem Terra (MST), cerca de mil pessoas ocupam o entorno da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em sua maioria sem-terra, mas há também sindicatos e movimentos de esquerda. As informações são do Bem Paraná/Folhapress.

Por conta da movimentação, a segurança na região foi reforçada e o perímetro de bloqueio, expandido. Hoje, um ato político, com presença de autoridades, está marcado para acontecer a partir das 11 horas.

O acampamento já está consolidado, com refeitório, cozinha, posto de saúde, ambulância, ponto de doações, geradores de energia a gasolina e área para assembleias. Integrante da organização do acampamento, a professora Rosimari Gomes, afirma que doações de alimentos garantiram estoque para até 300 pessoas.

“Dependemos de doações. A comunidade, já sabendo que disparamos na rede social (o pedido de ajuda), está trazendo muitas doações, água, alimentos não perecíveis, produtos de higiene. Ficamos até surpresos com o povo poreocupado até com o Sol, doaram até protetor solar. E muito veio da comunidade aqui em volta, do Santa Cãndida. Isso mostra que a solidariedade supera barreiras”, afirma a professora.

O principal problema, contudo, é sanitário. Há apenas seis banheiros químicos para atendes os cerca de mil integrantes do acampamento. E há previsão da chegada de mais pessoas nos próximos dias, o que deve sobrecarregar ainda mais.

“Estamos tentando. Ontem tivemos dificuldade para liberar o carro pipa e a empresa para fazer limpeza. Teve uma certa dificuldade inicial, mas agora está sendo bem resolvido. Nossa esperança ´pe que tudo se resolva logo. Quanto mais os poderes instituídos puderem contribuir, menos problemas vamos ter com relação a isso”, aponta Rosimari.

MUDANÇAS NA ROTINA

A presença de apoiadores no local alterou atividades da Polícia Federal e faz com que a Polícia Militar mantenha uma base de prontidão em caso de tumultos.

A PM estima em 500 o número de manifestantes. Os organizadores dizem já ter mil credenciados. Em maioria, são sem-terra, mas há também sindicatos e movimentos de esquerda.

Nos atos, costumam gritar “bom dia, companheiro Lula” ou “boa tarde, companheiro Lula”, embora o ex-presidente dificilmente consiga escutar da distância onde estão. Militantes identificados como “equipe de disciplina” ficam posicionados nos limites autorizados pela Polícia Militar.

Nesta segunda-feira, estiveram lá pré-candidatos petistas, como Luiz Marinho (SP) e Celso Amorim (RJ), além da pré-candidata a presidente Manuela D’Ávila (PC do B).

São esperados ainda governadores e congressistas. Em discursos, todos falam em permanecer no local até que Lula seja solto. Marinho chamou o Judiciário de “coisa escrota”, e Stédile criticou o ministro do STF Edson Fachin, conhecido por ser um antigo aliado dos sem-terra, dizendo que devia estar “no banco dos réus”.

Por causa dos protestos, a PF fechou os portões da superintendência, apesar do constante movimento de cidadãos que buscam ou pedem passaportes.

A entrada no prédio só é autorizada a quem explica a situação ou mostra seu protocolo. As ruas do entorno também estão bloqueadas devido a uma decisão judicial.

Não há prazo para a PF e a PM encerrarem seus esquemas de segurança.


10 comentários

  1. lika
    terça-feira, 10 de abril de 2018 – 19:30 hs

    Os caras não trabalham, aí é facil, quero ver se tivessem prestação de casa, terreno, agua, luz e batesse um pontinho básico
    se não perderiam o final de semana, queria ver se estariam ali. mas a mamata desses sindicatos ta minguando.

  2. Daniel, o ateu atento
    terça-feira, 10 de abril de 2018 – 19:40 hs

    Coisa escrota!

  3. terça-feira, 10 de abril de 2018 – 20:14 hs

    Haja mortadela,já já Curitiba esta contaminado por febre amarela,dengue, e todas as doenças do tempo colonial,foi assim que o PT cuidou do povo. Com seus ministérios de Saude!!!

  4. Jair Pedro
    terça-feira, 10 de abril de 2018 – 21:08 hs

    Duvido que um desses habitantes do acampamento tenha calos nas mãos. Trabalho, dá urticária nessa gente. No fundo dá até pena. Vida de gado, massa de manobra.

  5. Dionleno
    terça-feira, 10 de abril de 2018 – 22:52 hs

    Povo trabalhador de Sta Cândida e Região, cuidado com essa malária, esse bando de desocupados desordeiros.

  6. Moisés Fróes
    quarta-feira, 11 de abril de 2018 – 10:46 hs

    Povo, chute esses vagabundos de Curitiba. PF e PM, quando vão agir, estão com medinho desses bandidos?

  7. QUESTIONADOR
    quarta-feira, 11 de abril de 2018 – 12:17 hs

    -Bando de desocupados e ignorantes!!!
    -Acreditaram na conversa do Lularápio e sifu!!!
    -Vão trabalhar!!! É o melhor que vocês fazem pela sua própria vida!!!
    -Esqueça da ajuda de políticos!!! Eles ajudam a si mesmos e para vocês sobram apenas o bagaço da laranja!!!

  8. Coxa Branca
    quarta-feira, 11 de abril de 2018 – 20:26 hs

    Que beleza,isso é só o começo para os descendentes dos porquinhos refugiados da 2ª guerra. O tempo mudou viu? O mundo todo está de olho em vocês,foram mexer no vespeiro agora aguentem.

  9. Rapaz
    quinta-feira, 12 de abril de 2018 – 12:00 hs

    E ainda tem mané que doa alimentos pra esses ricos? Sim, são ricos. Não trabalham e tudo cai do céu de mão beijada pra essa corja vagabunda inútil.

  10. quinta-feira, 12 de abril de 2018 – 16:33 hs

    Os comentaristas estão dando um exemplo de respeito à democracia e tolerância em relação às diferentes opiniões. Demonstram também grande capacidade de conviver com os interesses divergentes existentes em nosso país. Isso é que é uma civilização sofisticada e um pensamento democrático e pluralista de respeito à liberdade de ir e vir, aos direitos políticos de opinião, reunião e manifestação. Parabéns a todos pelo exemplo de respeito à cidadania!

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