Polícia prende bispo e padres acusados de roubar dinheiro dos fiéis | Fábio Campana

Polícia prende bispo e padres acusados de roubar dinheiro dos fiéis

O bispo de Formosa (GO), José Ronaldo Ribeiro, o vigário geral e outros quatro padres foram presos na manhã desta segunda-feira (19) suspeitos de roubar dinheiro da diocese de Goiás, segundo investigação do Ministério Público de Goiás, que deflagrou na manhã de hoje (19) a Operação Caifás.

Os promotores investigam roubo de cerca de R$2 milhões por membros da administração central da diocese de Formosa e de paróquias associadas. Por determinação do MP, policiais civis cumprem 13 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão nos municípios de Formosa, Posse e Planaltina, em residências, dependências da diocese e em um mosteiro.

Os valores desviados pela cúria são provenientes de dízimos, doações e taxas pagas pelos fiéis para cobrir batismos, casamentos e cerimônias afins. Segundo o MP, com o avanço das apurações, é muito provável que a quantia subtraída pelo grupo criminoso supere a estimativa informada pela assessoria de imprensa do órgão. O número preciso deve ser conhecido dentro de uma semana, quando o processo será protocolado.

O MP passou a averiguar os fatos após fiéis comunicarem aos promotores a suspeita de desfalques que teriam sido iniciados em 2015.

A operação é coordenada pelos promotores de Justiça Fernanda Balbinot e Douglas Chegury e conta com a atuação de integrantes do Centro de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional do MP, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Entorno do Distrito Federal e, ainda, da Polícia Militar.

O nome da operação é uma alusão a Joseph Caiaphas que, de acordo com a Bíblia, foi o sumo sacerdote que entregou Jesus a Pôncio Pilatos.


3 comentários

  1. Conto do vigário
    segunda-feira, 19 de março de 2018 – 17:20 hs

    Agora entendi o termo: Caíram no conto do vigário…. kkkkk Onde vamos parar, políticos, policiais, pastores e agora até padres corruptos e bandidos!!! Tá difícil esse BR

  2. LEANDRO COSTA
    segunda-feira, 19 de março de 2018 – 20:39 hs

    respeitando as raras exceções, as maiores quadrilhas estão enraizadas nas seitas tidas como agremiações religiosas. A legislação tributaria e fiscal é temerária e leniente com essa atividade.

  3. Parreiras Rodrigues
    terça-feira, 20 de março de 2018 – 9:27 hs

    Padres podres pecam por pegar pecúnia paroquial. Padecerão penas “per omnia seculae seculorum”. “Vade retro”, capetas de batina!

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