PF acha offshore em nome do pai, da mãe e da irmã de Rocha Loures | Fábio Campana

PF acha offshore em nome do pai, da mãe e da irmã de Rocha Loures

A Polícia Federal entregou ao Supremo Tribunal Federal os contratos de constituição de uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas em nome do pai, da mãe e da irmã de Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Os papéis foram apreendidos no dia 6 de junho, na sede da empresa Nutrimental, conhecida pela produção de barras de cereal, em São Paulo. O endereço foi alvo de buscas e apreensões no âmbito da Operação Patmos, que prendeu preventivamente o ex-assessor do presidente Michel Temer (PMDB), flagrado em ação controlada correndo com uma mala de R$ 500 mil entregue pelo diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud. As informações são de Luiz Vassallo, Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo no Estadão.

As Ilhas Virgens Britânicas são consideradas um ‘paraíso fiscal’ porque sua legislação permite que fiquem em segredo os nomes dos reais donos das empresas lá constituídas, além de oferecer alíquotas de tributação baixíssimas. Segundo a Transparência Internacional, empresa offshore é uma ‘sociedade limitada que não tem presença física na jurisdição, não tem funcionários e não tem atividade comercial’. “Em geral, é constituída em um paraíso fiscal ou jurisdição secreta, e seu objetivo principal ou exclusivo é isolar o real beneficiário final de impostos, divulgação ou ambos”.

Loures foi denunciado por agir em nome de Temer na condição de ‘homem de confiança’ do presidente para interceder junto à diretoria do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – órgão antitruste do governo federal – em benefício da JBS. Delatores dizem que foi prometida uma ‘aposentadoria’ de R$ 500 mil por semana durante vinte anos a Loures e ao presidente. Uma das malas recheadas de dinheiro foi entregue em um restaurante, em São Paulo, aonde Loures foi filmado pela Polícia Federal. O presidente nega, com veemência, ter aceitado propinas da JBS.

O homem da mala foi preso no dia 3 de junho de 2017. Três dias depois, a PF vasculhou em um escritório da Nutrimental, localizado na rua Estados Unidos, no bairro do Jardim Paulista, zona oeste de São Paulo. A empresa foi fundada pelo patriarca da família.

No local, foram encontrados documentos de constituição da empresa Belix Ventures Limited, aberta no dia 21 de julho de 2015, nas Ilhas Virgens Britânicas. A sociedade está em nome de Rodrigo Costa, pai do peemedebista, da mãe Vera Lilia, e da filha, Izabela Santos.

A representante da Belix nas Ilhas Virgens é outra offshore: a Global Corporation Consultant, situada na capital do país, Road Town, que fica na ilha de Tortola. O agente responsável pela Global é o advogado panamenho Gilberto Arosemena, especialista em fundação de offshores.

Nos documentos de constituição da Belix, a família Rocha Loures preencheu um campo que se refere ao ‘detalhamento da natureza da empresa’ com uma palavra: ‘investimentos’. Segundo o contrato, os recursos da sociedade são de origem ‘pessoal’.

Em dezembro de 2017, a Polícia Federal juntou aos autos de mandados de prisão e buscas contra alvos da Patmos todos os papéis confiscados em formato digital, junto ao Supremo.


7 comentários

  1. sábado, 10 de fevereiro de 2018 – 12:40 hs

    QUANTO MAIS MECHE, MAIS FEDE TCHÊ!!!
    POR ISSO A EMPÁFIA DESSA FAMILIA!!!
    CADEIA NELE JÁ!!!

  2. Macambúzio
    sábado, 10 de fevereiro de 2018 – 12:44 hs

    Certo, mas a pergunta correta é: a tal offshore recebeu dinheiro ilícito? Nem todo mundo que tem offshore é criminoso!!

  3. Jose Nascimento
    sábado, 10 de fevereiro de 2018 – 13:45 hs

    Eu não provo, mas tenho convicção esse dinheiro e da Gleisy……kkkkkkkk

  4. sergio
    sábado, 10 de fevereiro de 2018 – 15:43 hs

    E agora mané.

    Vai parar na cadeia, ou não?

  5. PitBull
    sábado, 10 de fevereiro de 2018 – 22:14 hs

    Vai fuçando que tem mais, muito mais…

  6. Sergio
    domingo, 11 de fevereiro de 2018 – 12:41 hs

    Uma curiosidade.

    Tem dinheiro licito em paraíso fiscal?
    Caso tenha, por que colocar em paraíso fisscal?

  7. JÁ ERA...
    segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018 – 6:18 hs

    Cadeia para este bando de bandidos. Quem tem offshore em paraí-
    sos fiscais guarda dinheiro sujo com certeza.

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