A luta contra os parasitas do Estado brasileiro | Fábio Campana

A luta contra os parasitas
do Estado brasileiro

Reformar a Previdência é consenso entre os que não abrem mão da própria honestidade intelectual em nome de interesses político-partidários.

por José Aníbal

Começamos 2018 com uma notícia promissora: o governo cumpriu a meta fiscal em 2017, inclusive com um resultado melhor que o ano anterior. É sinal do quão acertado foi interromper os desvarios do governo passado. Mas é indicativo também do quanto o caminho virtuoso da responsabilidade fiscal precisa ser continuado e que esse foi apenas um passo.

São muitos os passos a serem dados nos próximos anos, mas o primeiro de todos, inequivocamente, é aprovar a reforma da Previdência em discussão no Congresso Nacional. Trata-se, obviamente, de uma necessidade fiscal adequar os gastos do INSS às suas receitas e à nova realidade demográfica do país. Mas trata-se também de um golpe direto e contundente contra os privilégios de castas de burocratas que há décadas se apropriam do dinheiro público, protegidas por regramentos criados ou por eles próprios ou por força de seu lobby corporativista.

Reformar a Previdência é consenso entre os que não abrem mão da própria honestidade intelectual em nome de interesses político-partidários ou corporativistas. Sem exceção, todos os governos pós-Plano Real propuseram ou aprovaram alguma mudança no sistema de aposentadorias e pensões. Sendo assim, só o poder do lobby da alta burocracia e a fraqueza dos adeptos do proselitismo podem explicar as dificuldades de se aprovar uma proposta que será absolutamente neutra em relação aos mais pobres e rigorosa contra os privilegiados.

Esses, por sinal, demonstram sua força e capacidade também ao usarem brechas institucionais – algumas criadas por eles próprios – para não abrir mão de auxílios e penduricalhos e, com isso, terem um falso argumento legal para desrespeitarem o teto salarial do funcionalismo público. Querem ganhar mais que o brasileiro comum na ativa e quando se tornam inativos. Um escárnio contra o cidadão comum que sobrevive em um ano com o que os mandarins se queixam de ganhar em um único mês.

O Brasil gasta bilhões, nos três níveis da federação, nos três Poderes da República e também nos Ministérios Públicos, com auxílios e verbas indenizatórias injustificáveis. Tanto quanto as aposentadorias especiais, devem estar na pauta do dia colocar um fim a essa imoralidade. Tão importante quanto o combate ao desvio de dinheiro que deveria ir para saúde, educação e segurança é enfrentar o corporativismo que também parasita o Estado brasileiro. Derrotá-los não é tarefa fácil, mas está ao alcance das mãos dos deputados, no painel de votação da Câmara. Os brasileiros saberão reconhecer o valor de quem enfrentar essa chaga que ainda atrasa o futuro do país.

José Aníbal é economista, presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela e primeiro suplente de senador pelo PSDB-SP. Foi deputado federal e presidente nacional do PSDB.


4 comentários

  1. Jose Nascimento
    sábado, 3 de fevereiro de 2018 – 12:06 hs

    Parabens Fabio Campana pela postagem do Jose ANIBAL, QUE NÃO É kURI, 90% DAS DESPESAS DA PREVIDENCIA, e com a classe improdutiva de politicos ZAROIOS.tem decedente de Pedro ALVARES cABRAL, QUE RECEBE ATÉ HOJE.

  2. sábado, 3 de fevereiro de 2018 – 17:19 hs

    PARA ACABAR COM OS PARASITAS NO SERVIÇO PÚBLICO NO BRASIL, TERIA QUE EXTERMINAR COM VÁRIAS GERAÇÕES NÉ???

  3. Tarcisio
    sábado, 3 de fevereiro de 2018 – 23:26 hs

    Tudo bem, mas esse aí não está citado pela PF na Lava-Jato por doação da Odebrecht? E não se inclui na classe dos parasitas?
    Só no Brasil mesmo.

  4. FUI !!!
    domingo, 4 de fevereiro de 2018 – 6:59 hs

    A reforma da Previdencia só será completa e honesta se o governo
    cobrar de todas as grandes instituições devedoras como o próprio
    Banco do Brasil, Caixa e grandes times de futebol. Bater na cabeça
    dos indefensáveis é covardia !!!

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*