O Estado em casa | Fábio Campana

O Estado em casa

Um casal de São Pedro do Paraná, no noroeste do estado, deve matricular os três filhos, de 16, 13 e 6 anos, em um colégio da cidade, caso contrário, podem perder a guarda dos filhos. A juíza de família Stephanie Assis Pinto de Oliveira deu prazo de quinze dias para que a ordem seja cumprida.
O casal adota a prática do homeschooling, quando a educação formal dos filhos é feita em casa.
Em seu despacho, a juíza afirma que os pais estão “se omitindo nos deveres decorrentes do poder familiar”. A defesa utilizará a avaliação de um psicólogo, feita a pedido do próprio Ministério Público do Paraná. Procurada, a assessoria do MP informou apenas que o entendimento do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente (Caop) é de que “afastar o aluno do ambiente escolar configura grave lesão ao direito à educação”.
A família afirma que não pensa em voltar atrás. “Temos certeza de que estamos fazendo o melhor para nossos filhos, garantindo a eles uma educação mais ampla”, diz a mãe, que é formada em pedagogia — o casal ainda tem dois filhos mais novos, de 3 e 1 ano. Segundo ela, a ideia de adotar o ensino domiciliar veio de uma insatisfação com o modelo de educação tradicional.
Com informações da Veja.


4 comentários

  1. Além do Quadrado
    terça-feira, 30 de janeiro de 2018 – 10:46 hs

    Concordo com esta mãe ! Se ela tem capacidade e estrutura para oferecer uma educação de qualidade em casa, porque não fazê-lo? Mesmo porque as escolas públicas não andam em consonância com a evolução tecnológica do mundo e tampouco os conceitos educacionais nas escolas conseguem superar o pragmatismo das “grades curriculares”.

  2. Uncle Joe 100
    terça-feira, 30 de janeiro de 2018 – 12:24 hs

    Beleza, se a família tem condições de proporcionar tal tipo de educação para os seus filhos siga em frente. Infelizmente estamos convencidos de que o Estado pode tudo quando não pode. Quem deve ser intimado são os pais lenientes, que só mandam os filhos para a escola porque eles comem de graça, se aprendem alguma coisa ou não não interessa, o importante é que comam, assim não é preciso se incomodar com a alimentação das “crianças”.

  3. Edson
    terça-feira, 30 de janeiro de 2018 – 14:36 hs

    Eu até acho que poderão ter uma educação melhor do que a oferecida por determinadas escolas; porém, em alguns pontos discordo de alguns comentários acima. Se ficarem reclusos em casa poderão perder a chance de interação social com outras crianças, poderão ficar privadas de amizades, correrão o risco de ficarem mais na frente de celulares/computadores. Hoje, caminhamos para uma sociedade fria, indiferente aos problemas alheios, individualista, que tanto faz matar uma mosca ou um ser humano. Precisamos de um mundo de interação entre os indivíduos, com calor humano; crianças que aprendam a cair e se levantar, que saibam trocar ideias, se ralem e rolem, que aprendam a ter pedras no sapato, tanto dentro como fora de casa. Desculpem, mas casulo é para o bicho da seda!

  4. Veredito
    terça-feira, 30 de janeiro de 2018 – 16:51 hs

    É preciso que se atente para a legislação vigente. Se ela oferece espaço para esta iniciativa, tudo bem, nada contra. Mas se a lei impede iniciativas como esta, aí temos que respeitar a lei. Mas na minha opinião aos pais e não ao Estado cabe a responsabilidade da educação de uma criança. Estamos vivendo constantes mudanças comportamentais com grupos minoritários, gays por exemplo, recebem a tutela do Estado e se mostram para a sociedade como um grupo que deve ser respeitado. E são até protegidos.Então por que não deixar aqueles pais fazer o que desejam. Na dúvida,. estabeleçam períodos para avaliações do aprendizado e ponto final. O resto é balela. Estou com os pais.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*