Empreiteiras na Lava Jato receberam recursos públicos em 2017 | Fábio Campana

Empreiteiras na Lava Jato receberam recursos públicos em 2017

Além da Odebrecht, que recebeu R$ 228,1 milhões, das 21 empresas investigadas pela Lava Jato, sete ainda receberam recursos em 2017. Engevix (R$ 10,3 milhões), Mendes Júnior (R$ 18 milhões), Galvão Engenharia (R$ 34,8 milhões), Carioca Christiani Nielsen Engenharia (R$ 64,5 milhões), MPE Montagem e Projetos (R$ 33,5 milhões), Tomé Engenharia (R$ 1,9 milhão) e Construcap (R$ 210,2 mil).
O número parece absurdo, mas é bem menos do que a Odebrecht, por exemplo, recebeu em 2012: mais de R$ 1 bilhão do governo federal em um único exercício.

Empresas de porte médio no ranking de obras do governo federal, que antes não alcançavam grandes somas, estão tomando o espaço.
A diminuição no repasse dos recursos às grandes acontece apesar de as empresas não terem sido consideradas inidôneas pela Controladoria-Geral da União. Isso quer dizer que as empreiteiras envolvidas no caso da Lava Jato não estão proibidas de celebrar novos contratos com o governo federal.
Mesmo proibidas, talvez a situação fosse a mesma. Vale ressaltar o caso da Delta Construções, que também já ocupou o posto de maior empreiteira do governo federal, antes da Odebrecht (liderava o ranking de empreiteiras com recursos do orçamento da União desde 2007, quando o Programa de Aceleração do Crescimento foi implementado, até ser considerada inidônea no dia 13 de agosto de 2012). No ano passado, por manutenção de trecho rodoviários da região Norte e pela Implantação da Nova Sede do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, a empresa ainda recebeu R$ 9,4 milhões do governo federal.

(Foto: Ricardo Moraes/Reuters)


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