Casório na prisão | Fábio Campana

Casório na prisão

Marcos Valério se casou na sexta-feira passada com a baiana Aline Couto Chaves em um presídio na região metropolitana de Belo Horizonte. Após um ano de espera, a cerimônia foi realizada na Associação de Proteção e Amparo aos Condenados (Apac), onde atualmente Valério cumpre pena de 37 anos e 5 meses de prisão.
O casal já se relacionava desde 2013, no período em que Valério – já separado, mas não oficialmente, de sua primeira mulher, Renilda Santiago -, morava em uma fazenda no município de Caetanópolis, na região central de Minas. Na época, Renilda e Aline protagonizaram uma disputa pela posse da Fazenda Santa Clara, que se transformou em caso de polícia.

O escândalo de compra de votos no Congresso durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva expôs também o matrimônio de Valério. Num dos capítulos do mensalão, Renilda, bastante abalada emocionalmente, prestou um longo depoimento na CPI dos Correios.

Valério passou a se relacionar com a jovem Aline depois de ser condenado – a maior pena do mensalão. O casamento havia sido previsto inicialmente para dezembro de 2016 porque o divórcio com Renilda saiu em outubro daquele ano, conforme o advogado de Valério, Jean Kobayashi.

A cerimônia na Apac ocorreu com a presença de parentes do noivo e da noiva. Da parte de Valério, compareceram a filha, o genro e o neto. Representantes de um cartório de Sete Lagoas foram até a associação e realizaram o casamento. “Foi muito simples”, disse Kobayashi.

O atraso na data do casamento ocorreu porque Valério queria estar em um estabelecimento em melhores condições para a cerimônia. Ele cumpria pena na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG), desde 2014. Em julho do ano passado, foi transferido para a Apac de Sete Lagoas. Ao contrário das penitenciárias, nas Apacs os condenados não usam uniforme e, em parte dos casos, ficam com as chaves das celas. Os seguranças não trabalham armados.

As informações são do Estado de S. Paulo.


3 comentários

  1. terça-feira, 30 de janeiro de 2018 – 15:51 hs

    NO BRASIL, O CÁRCERE TAMBÉM TEM O SEU LADO PROSTITUTO. CRIARAM UM MODELO DE GESTÃO PRISIONAL DIFERENTE, SÓ PARA ATENDER QUASE SEMPRE, PERSONAGENS CHEIOS DA BUFUNFA NÉ????

  2. Sociedade responde
    terça-feira, 30 de janeiro de 2018 – 18:46 hs

    Pois é, Valério pegou 34 anos de prisão, enquanto a turma do PT, do mesmo mensalão, está na vida mansa fora da cadeia. ** Valério foi muito ingênuo em acreditar nessa turma. Deveria, já no começo das investigações, ter entregado os chefões do mensalão. Ouviu o canto da sereia e paga o preço de uma pena elevada.

  3. JÁ ERA...
    quarta-feira, 31 de janeiro de 2018 – 6:51 hs

    Hoje quase todos os brasileiros de memória curta já até esqueceram
    dos membros do mensalão. Lembram do ex Ministro Joaquim Barbo-
    sa e do Valério e alguns que já estão soltos. O Marcos Valério deve
    pensar intimamente que foi um grandíssimo otário acreditando em
    toda a PTzada que mantendo calado teria chance de livrar da cadeia.
    Deu no que deu, levou fumo e assiste o chefe da gangue (Lula)
    indo para a cadeia tambem.

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