Quadrilhão do PMDB será julgado por Moro | Fábio Campana

Quadrilhão do PMDB
será julgado por Moro

O que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o banqueiro André Esteves têm em comum, além de serem investigados no inquérito que apura a existência de uma organização criminosa que desviou dinheiro público? Nenhum deles quer que o processo seja enviado para o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na primeira instância. Cunha e Geddel, que estão presos, pedem mais: que o inquérito deles fique parado no Supremo Tribunal Federal (STF) enquanto não acabar o mandato do presidente Michel Temer, que vai até 1º de janeiro de 2019. As informações são de André de Souza n’O Globo.

Em 31 de outubro, o ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, mandou para Moro as investigações relacionadas a Cunha, a Geddel, ao ex-presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB-RN) e ao ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Também determinou que tivessem o mesmo destino os “demais não incluídos na denúncia”, caso de Esteves.

Cunha, Geddel e Esteves alegam que os casos deles têm ligação com os fatos que continuam no STF, ou seja, a investigação referente ao presidente Michel Temer e aos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Assim, devem ficar na mais alta corte do país ou, ao menos, devem ser enviados para a Justiça Federal de Brasília, onde os supostos crimes teriam ocorrido e onde já haveria outras investigações semelhantes. Mas não querem nem ouvir falar de Curitiba.

Em setembro, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou sete políticos do PMDB por organização criminosa: Temer, Padilha, Moreira, Cunha, Geddel, Alves e Rocha Loures. O inquérito é chamado informalmente de “quadrilhão do PMDB da Câmara”. Os casos e Temer, Padilha e Moreira, pelos cargos que ocupam, tinham que passar primeiro pelo crivo da Câmara dos Deputados, que não deu autorização para o prosseguimento da denúncia. Por isso essa parte da investigação está parada.

Na mesma decisão que mandou parte do inquérito para Moro, Fachin determinou que a investigação do empresário Joesley Batista, dono da JBS, e Ricardo Saud, executivo da companhia, por obstrução de justiça seguisse para o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Assim como os outros investigados não querem saber de Moro e preferem ficar no STF, os dois também gostariam de permanecer na corte.


2 comentários

  1. Sergio Silvestre
    sexta-feira, 15 de dezembro de 2017 – 19:29 hs

    Esse juiz é tchutchuca,vai amolecer para esses bandidos ,o negocio desse golpista safado é o Lula,

  2. Rock
    sexta-feira, 15 de dezembro de 2017 – 21:07 hs

    Bem se esse Juiz conseguiu condenar Lula mesmo sem provas imagine o que vai acontecer com esses ladrões com todas as provas robustas que tem contra eles. N A D A igual foi no caso Banestado que também existiam prova robustas.

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