Juiz afirma que provas contra Loures vão além da mala | Fábio Campana

Juiz afirma que provas contra Loures vão além da mala

O juiz Jaime Travassos Sarinho, que aceitou há pouco a denúncia contra Rodrigo Rocha Loures, mostrou que o delegado Geral da PF, Fernando Segóvia, está isolado em seu posicionamento sobre a mala. As informações são de Juliana Braga n’O Globo.

Quando tomou posse, Segóvia disse que “uma única mala” talvez não desse “toda essa materialidade criminosa” para ter certeza se houve crime e quem seriam os partícipes. Disse que talvez fosse necessário mais tempo para investigar.

Sarinho diz exatamente o contrário em sua decisão:

— A denúncia contém a adequada indicação das condutas delituosas imputadas, a partir de elementos aptos a tornar plausível a acusação, permitindo o pleno exercício do direito de defesa.

Entre os elementos cita as conversas gravadas de Joesley Batista com Rocha Loures e com Michel Temer. Cita ainda os depoimentos do empresário, do executivo da JBS Ricardo Saud e de Daniel Rosa Pile, o taxista para o qual Loures correu já com a mala em mãos.


2 comentários

  1. xiru de palmas
    terça-feira, 12 de dezembro de 2017 – 10:12 hs

    Tem algumas coisas que devem ser levadas em consideração.
    Uma normativa bancária, que data à época do governo Collor, onde o portador de um cheque, se não me falha a memória, no valor de hoje, algo em torno de R$ 100,00, ao descontar no banco deveria colocar no verso o seu nome, cpf e rg, para comprovar, se necessário, a origem do dinheiro.
    Não sei se ainda está em vigor esta norma, mas pelo menos ha uns dois anos atrás estava em vigência.
    Agora o cidadão tem uma mala com R$ 500.000,00, em espécie e a justiça acha que é uma pequena irregularidade?
    Não solicitaram ao portador que explicasse a fonte de onde o dinheiro saiu, a razão pela qual estava de posse deste numerário e a finalidade do mesmo?
    Com certeza se eu estiver com R$ 50.000,00 no bolso e for abordado por alguma blitz policial, teria de comprovar a origem e a razão pela qual eu estivesse de posse deste numerário, e se não tivesse uma resposta convincente poderia passar até por um assaltante ou coisa parecida.
    Mas o jovem transportador de mala tem várias prerrogativas a seu favor:
    1 – é suplente de deputado federal;
    2 – é colaborador de alto escalão, do gabinete do Presidente da República;
    3 – é da tradicional família Rocha Loures, que muito colaboraram com o desenvolvimento do Paraná, com ramificações genealógicas em Palmas (sudoeste), Guarapuava (centro), Londrina (norte), Umuarama (noroeste) e Curitiba, praticamente em todos os pontos cardeais do estado encontramos a presença desta grande família;
    4 – é político ligado diretamente ao Temer e seus partidos aliados, portanto com certa “blindagem” jurídica.
    Espero que agora os mm Juízes entendam a gravidade do fato e coloquem o “carregador de malas” e os donos do dinheiro na cadeia, porque duvido que eles tenham um álibi que os inocentem.
    Mas espero que justiça não espere 20 anos, como ocorreu com o Cássio Tanigushi, que foi considerado culpado, sentenciado, mas felizmente o seu crime já havia sido prescrito pelo tempo.

  2. Zabra Q Tize
    terça-feira, 12 de dezembro de 2017 – 13:56 hs

    É engraçado ler o que diz a imprensa sobre a aceitação da denúncia, quando analisam o que o juiz diz na mesma. Essas frases e palavras usadas pelo juiz para aceitar a denúncia são usadas por 99 entre 100 juízes quando aceitam uma denúncia. É como uma fórmula ou uma peça litúrgica de missa, como quando o padre diz “ite missa est” ou “dominus vobiscum”. Mas a tigrada louca adora.

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