Alckmin diz que só discutirá alianças depois que PSDB definir candidatura | Fábio Campana

Alckmin diz que só discutirá alianças depois que PSDB definir candidatura

Recém-eleito presidente nacional do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse neste sábado (9) que só vai discutir alianças para 2018 depois da definição das candidaturas à Presidência da República. A expectativa era que já se definisse na convenção nacional do partido o nome de Alckmin como candidato tucano. No entanto, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, também se lançou pré-candidato e defendeu a realização de prévias “duras”. Alckmin disse não ver problemas em enfrentar o correligionário.

Em entrevista após a convenção, Alckmin foi questionado sobre uma eventual aliança com o PMDB, partido do presidente Michel Temer. “As alianças são depois das definições das candidaturas”, respondeu o governador. A relação entre o PSDB e o governo já vinha se desgastando e se agravou nos últimos dias, quando ministros criticaram o partido. O ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que também deseja disputar a Presidência, chegou a dizer ao jornal Folha de S.Paulo que Alckmin não seria o candidato do governo.

A maioria da cúpula tucana defendeu não restringir qualquer aliança por enquanto. O único que discursou contra uma eventual parceria com o PMDB foi Arthur Virgílio. Na entrevista, Alckmin também defendeu a reforma da Previdência e disse que faria uma reunião na semana que vem para discutir um eventual fechamento de questão, ou seja, avaliar se o partido vai determinar ou não que seus parlamentares votem a favor da reforma, sob pena de punições que podem chegar à expulsão da legenda.

“Pessoalmente, sou favorável à reforma da Previdência. Minha posição pessoal é pelo fechamento de questão. O caminho agora é o do convencimento”, afirmou o governador. Ainda na agenda econômica, se disse a favor de privatizações, das concessões e das PPPs (parcerias público-privadas). ACENOS Ao falar aos jornalistas, Alckmin agradeceu ao senador Tasso Jereissati (CE) e ao governador Marconi Perillo (GO), que abriram mão de disputar o comando do partido. Também se disse “muito honrado” com o apoio do prefeito de São Paulo, João Doria, que desistiu de disputar a Presidência da República. Questionado sobre o constrangimento que o senador Aécio Neves (MG) poderá causar à legenda, o governador de São Paulo disse apenas que mineiro “tem uma história de serviço prestado e vai cuidar da sua defesa”.

“Mas há que se reconhecer o trabalho que fez em Minas e também sua contribuição na última eleição”, destacou. Aécio foi vaiado ao chegar à convenção da legenda e deixou o local após apenas 40 minutos.


4 comentários

  1. Psdb nunca mais.
    domingo, 10 de dezembro de 2017 – 11:08 hs

    Vocês vão ver só nas urnas a surra e por não ouvirem a voz do povo nas ruas.
    O povo não que privatização, reforma da previdência, etc.
    O povo exige fim das mordomias de todos vocês do executivo, legislativo, judiciário. Só com isso, já teremos dinheiro suficiente para levantar o país novamente.
    Com as redes sociais, o povo vai ser alertado sobre às canalhices de todos vocês.

  2. domingo, 10 de dezembro de 2017 – 18:59 hs

    O PSDB tem que mostrar que é povo, se quiser ainda vencer uma eleição presidencial no Brasil. A forma como os tucanos se comportam diante dos problemas do país e como escolhem os candidatos pouco se importam com as ruas. O Lula é um bandido, mas fala a língua do povão. Eu não gosto nem um pouco do Lula, mas o seu potencial de atração de votos é inegável.

  3. NÃO VOTE EM QUEM JÁ FOI
    domingo, 10 de dezembro de 2017 – 20:38 hs

    João Batista, o Lula faz jus ao pseudônimo. Encantador de Burros.

  4. Jozélia
    segunda-feira, 11 de dezembro de 2017 – 11:43 hs

    Eita vergonha os bundas moles colocando como bandeira para reunião política UMA CERVEJADA. Que grandes preocupações têm com a nação e o povo hein!? Vexame ridículo!

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