Paraná, triste recorde | Fábio Campana

Paraná, triste recorde

Em 2012 o Grupo Gay da Bahia, que mantém o site e as ações do Homofobia Mata, começou a monitorar crimes contra homossexuais no Brasil. O ano do início dos registros do grupo era também o mais violento aqui no estado: 18 assassinatos.
Neste ano, o Paraná já registrou 20 assassinatos. Mas o número deve ser bem maior, porque este tipo de crime não é tipificado, não está previsto em lei, o que dificulta muito o registro correto das ocorrências. O próprio grupo que reúne informações, o Gay da Bahia, faz isso de acordo com as notícias de jornal, o que não é um método seguro e menos ainda que estampe a realidade.

Do Bem Paraná,

Silêncio – A maior parte dos casos de homocídios contra grupos homossexuais são registrados de noite ou de madrugada, em lugares ermos ou dentro de casa, o que dificulta a identificação dos autores. Além disso, quando há testemunhas, muitas acabam se recusando a depor devido ao preconcento anti-LGBT. E há ainda o preconceito oficial: “ Policiais, delegados e juízes manifestam sua homotransfobia ignorando tais crimes, negando sem justificativa plausível sua conotação homofóbica”, diz o GGB.
No ano passado, somente em 17% dos 343 homocídios o criminoso foi identificado, sendo que apenas 10% dessas ocorrências resultaram em processo e punição aos assassinos, que em grande parte dos casos são pessoas próximas das vítimas, como companheiro atual (27%), ex-amante (7%) e parentes (13%). Clientes, profissionais do sexo e desconhecidos em sexo casual foram responsáveis por 47,5% desses crimes de ódio.

Domingo tem a 18ª Parada da Diversidade
O próximo domingo é dia da 18ª edição da Parada da Diversidade LGBTI de Curitiba. A concentração acontece a partir do meio dia na Praça 19 de Dezembro . A partir das 13h30 começa a caminhada que unirá os participantes aos carros de som e artistas num trajeto pela Avenida Cândido de Abreu seguindo até a Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao prédio da prefeitura de Curitiba, onde serão realizados shows e apresentações culturais até as 20 horas. Entre as presenças confirmadas estão a da funkeira Mc Mayara.
O tema da Parada da Diversidade este ano é “O que eu tenho a ver com isso?”, e pretende questionar a população sobre assuntos como machismo, intolerância religiosa e preconceito. O evento não recebe apoio público e é organizado totalmente em parceria com empresas e voluntários.


2 comentários

  1. Rr
    sexta-feira, 3 de novembro de 2017 – 12:05 hs

    Monitora também os policiais,os pedreiros,os motoristas de ônibus e outro que morrem assassinados ,o que que essa turminha quer,ser melhor que os outros.

  2. Turquinho
    sexta-feira, 3 de novembro de 2017 – 13:45 hs

    Quando o companheiro do gay é o assassino, isso engorda as estatísticas? Esclarecer isso é ESSENCIAL, antes de sairmos por aí acusando nosso povo paranaense de homofóbico!!!

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*