Ostras (quase) liberadas em Santa Catarina | Fábio Campana

Ostras (quase) liberadas em
Santa Catarina

Para quem vai para Santa Catarina dar uma esticadinha no feriado, uma notícia quase boa.
No dia 19 de outubro, foi detectada a presença da toxina paralisante PSP (que pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória). O governo determinou a interdição total da comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões.
Parece que o perigo passou. Ou quase passou. No total, 24 pontos estão liberados e 15 permanecem interditados.
Santa Catarina é o maior produtor de moluscos do Brasil e o segundo maior da América Latina, respondendo por cerca de 95% da produção brasileira de mexilhões e ostras.

Da Agência Brasil

“Das áreas liberadas, nenhuma havia dado positivo para a toxina. Estávamos monitorando de forma preventiva e os resultados das análises mostraram que poderíamos liberar. As áreas que deram positivo continuam dando positivo e só serão desinterditadas após dois resultados negativos seguidos”, explica o gerente da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Sérgio Winckler.

A toxina é produzida por uma alga e foi detectada em moluscos nos municípios de Penha, Balneário Camboriú, Governador Celso Ramos e Porto Belo. Como uma medida de segurança, o governo decidiu interditar a produção em todo o litoral até que fosse comprovado que não há contaminação. A presença da toxina foi constatada também em Bombinhas e na Praia do Forte, em Florianópolis.

Segundo Winckler, os testes continuam sendo feitos e as áreas serão liberadas a medida em que não estiverem mais contaminadas. O gerente diz que os produtos que estão sendo comercializados são identificados e seguros para o consumo.

A presença das toxinas é um fenômeno natural, que ocorre em toda a costa brasileira geralmente em quantidades baixíssimas, que não causam nenhum dano. O aumento da concentração pode ter sido causado por fenômenos climáticos. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca do estado, a presença de PSP em moluscos no litoral de Santa Catarina é relativamente rara, sendo sua primeira detecção ocorrida em 1997.

Produção

Com 589 produtores espalhados ao longo de 12 municípios costeiros, a atividade gera cerca de 1,5 mil empregos diretos no processo produtivo. Estima-se ainda o envolvimento de mais 5 mil postos de trabalho ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a produção de equipamentos e insumos até a distribuição e venda para milhares de consumidores finais.

Segundo a Síntese Informativa da Maricultura, divulgada pelo Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Cedap), a produção de moluscos comercializados em 2015 por Santa Catarina foi de 20.438 toneladas.


2 comentários

  1. Maquiavel
    quarta-feira, 1 de novembro de 2017 – 15:26 hs

    Apenas para constar, e não tendo nada haver com a matéria, o “berbigão” está extinto em Florianópolis…

    Infelizmente!

  2. FUI !!!
    quinta-feira, 2 de novembro de 2017 – 6:08 hs

    A estas alturas do campeonato, deixem os moluscos viverem em
    paz…

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