Mais uma para a ficha de Cabral | Fábio Campana

Mais uma para a ficha de Cabral

A ficha criminal de Sergio Cabral não para de aumentar. A bola da vez é nepotismo cruzado, situação em que ‘o agente público nomeia pessoa ligada a outro agente público, enquanto a segunda autoridade nomeia uma pessoa ligada por vínculos de parentescos ao primeiro agente, como troca de favores’. Foi descoberto um e-mail que ele encaminhou a Jorge Picciani e Edson Albertassi, os caciques do PMDB no Rio que foram presos semana passada. A mensagem pede para que os deputados segurem o emprego do marido de uma prima na Assembleia Legislativa.
“As investigações revelam que são constantes os pedidos para ocupação de cargos e empregos públicos, inclusive de Sérgio Cabral, que interveio para que Albertassi e Picciani mantivessem parente do ex-governador trabalhando na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro”, indicam os investigadores.

Em agosto do ano passado, Susana Neves, ex-mulher de Sérgio Cabral e investigada pela Lava Jato, do Rio, foi nomeada assessora de Picciani, no cargo de chefe de gabinete. Recebia, à época, R$ 13.651,48 líquidos.

Do Estadão,

Quando a notícia do nepotismo cruzado veio à tona, durante as investigações da Lava Jato, ela era considerada funcionária-fantasma: ganhava salário sem trabalhar no gabinete.

Na ocasião, a Assembleia informou que embora constasse como chefe de gabinete na folha de pagamento da Assembleia, Susana não exercia a função. O Legislativo estadual afirmou que ‘o cargo ocupado tem salário que corresponde ao salário de chefe de gabinete’.

Susana Neves foi denunciada pelo Ministério Público Federal, em junho, por lavagem de dinheiro. Também foram acusados Sérgio Cabral e outros quatro investigados. A denúncia pediu a condenação de Susana por 31 atos de lavagem.

A ex-mulher de Sérgio Cabral, em agosto de 2017, passou a receber um salário mínimo – R$ 1.136,53 – a título de “bolsa reforço escolar”. O benefício é pago, desde 2015, a quem trabalha na Casa e tem filhos solteiros cursando escola ou faculdade.

Susana tem três filhos com o ex-governador, com quem foi casada por 15 anos: João Pedro, Marco Antônio (deputado federal pelo PMDB) e José Eduardo. A ex-mulher de Sérgio Cabral tem direito ao benefício porque seu filho caçula ainda não tem 24 anos, idade máxima para a concessão da bolsa.


Um comentário

  1. SFU
    segunda-feira, 20 de novembro de 2017 – 15:28 hs

    É mais ou menos assim, como uma vice-governadora gestionar pela indicação da irmã para um TCE.

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