Vereador questiona valor de licitação | Fábio Campana

Vereador questiona valor de licitação

Pelo jeito o Professor Euler vai continuar levando a sério o seu papel de vereador que, entre outras funções, tem também que fiscalizar a prefeitura.
Um e-mail de um cidadão com questionamentos a um pregão eletrônico com o objetivo da manutenção da iluminação pública da cidade gerou debate na sessão de hoje na Câmara. Segundo Euler, que trouxe a conversa à tona, os três lotes da licitação 171/2017, da Secretaria Municipal de Obras Públicas, têm valor máximo de R$ 28.913.394, o que representaria um acréscimo de 232,6%, ou R$ 20.222.065 a mais, em relação ao pregão de 2014, realizado pela gestão passada.
Euler também apontou que o pregão de 2014 indicava 153.475 pontos de iluminação, enquanto o atual prevê 163.154 pontos. Mas, na avaliação do parlamentar, os editais são parecidos e “não parecem pregões tão diferentes para justificar o valor”. “De qualquer forma esse morador [autor do e-mail] já encaminhou ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para verificação.”
A base do prefeito contestou.

Vice-líder do prefeito na Câmara Municipal, Sabico Picolo (DEM) foi o primeiro vereador da base a responder Euler: “É muito importante trazer essas questões à Casa e ao conhecimento público”. O parlamentar afirmou que o vencedor de um dos lotes do pregão realizado na gestão passada ofertou um valor “inexequível” e não cumpriu o estabelecido em contrato. “Nos últimos quatro anos a cidade ficou com 10 mil pontos apagados. Pode ser que o menor preço fique muito abaixo e a empresa [vencedora] não consiga dar uma iluminação digna a nossa cidade.”

Já no fim da sessão, Thiago Ferro (PSDB) disse que diversos vereadores receberam a mesma denúncia e que a mesma é infundada. Ele defendeu que a licitação é “moderna” e possui um “novo modelo, nova tecnologia e novos tipos de serviços”. Dentre as diferenças, declarou que as empresas vencedoras dos lotes deverão fornecer, por exemplo, as luminárias. “Principalmente no caso da Linha Verde, que as pessoas estão cerrando para trocar por droga, passa a ser responsabilidade da empresa [a reposição].” Também serão aplicadas multas por pontos apagados e pelo não cumprimento de prazos, acrescentou.

(Foto de Chico Camargo/CMC)


3 comentários

  1. Maquiavel
    quarta-feira, 4 de outubro de 2017 – 15:08 hs

    Se o Bispo Ferro falou, é bom apurar que com certeza tem maracutaia…

    Afinal, como que ficou aquele caso do ferro na Casa Civil cobrar dizimo dos funcionários?

  2. Marcelo
    segunda-feira, 9 de outubro de 2017 – 0:33 hs

    Este é um imbecil, copiando o professor Galdino na sua posição

  3. Ana
    terça-feira, 10 de outubro de 2017 – 11:18 hs

    Marcelo, nota-se que vc não conhece o Euler, um cara sério, responsável é dedicado e que tem tentado trazer isso para a política curitibana. Quem dera se tivéssemos mais Eulers na câmara e em outras esferas do poder. Euler tem trazido a debate vários ralos de dinheiro público e apontado soluções que começam já por ele. Continue assim Professor Euler!

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