Tudo bem, mas para que serve? | Fábio Campana

Tudo bem, mas para que serve?

Final do mês passado, o vereador Goura protocolou novo projeto de lei na Câmara de Vereadores. Pelo texto, as empresas de ônibus seriam obrigadas a estampar em lugar visível a data de fabricação dos veículos que fazem o transporte coletivo da cidade.
Tudo bem, a iniciativa é boa, e dá para entender a preocupação e as intenções de Goura: “A colocação do ano de fabricação em local visível ao cidadão […] dá subsídio à sociedade civil para fiscalizar, no dia a dia, a atuação das empresas concessionárias do transporte”.
Mas, cá para nós, na sacanagem sem fim que rola entre as empresas de ônibus e a prefeitura, acho que não adiantaria muito o usuário ficar sabendo em que ano foi fabricada a lata velha em que ele tem que andar todos os dias.
Também acho difícil que o prefeito sinta vergonha de saber que circula, com provas, mais uma de suas promessas de campanha que desceram pelo ralo.


3 comentários

  1. Luizito
    quinta-feira, 19 de outubro de 2017 – 10:19 hs

    Não é só vergonha, o Greca, como bom cristão e católico fevoroso deve se confessar seguidamente pedindo perdão por não cumprir promessas de campanha.
    Todavia, seus mais de 460 mil eleitores não podem reclamar das promessas não executadas, como a questão da passagem do ônibus, a renovação da frota, os moradores de rua, a redução de cargos em comissão, a redução de secretarias, ( aqui cabe uma observação, pois reduzem acabaou com secretarias porém não acabou com os cargos comissionados) Reduziu uma ou outra secretaria e manteve os cargos no gabinete para distribuir a outros como assessores e pior pretando serviços em vários locais, inclusive em empresas públicas, o que é vedado por lei.

  2. eleitor desmemoriado
    quinta-feira, 19 de outubro de 2017 – 10:57 hs

    Sugiro ao vereador que faça mais, crie uma lei obrigando os seus colegas de serviço que, quando se dirigirem ao trabalho o façam usando o nosso Sistema Público de Transporte Coletivo, aí tendo a oportunidade do contato direto com os usuários de costume. Gostou da ideia, Goura? Comece dando o exemplo.

  3. Língua de Krocodillo
    quinta-feira, 19 de outubro de 2017 – 12:10 hs

    Antes da data de fabricação ele podia pensar em obrigar o uso de “cinto de segurança” nos coletivos e sendo q a capacidade máxima estaria restrita a quantidade de poltronas do veículo. Chega de vermos os usuários sofrendo nas sardinholas e correndo riscos de vida.

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