Raquel Dodge quer ouvir Temer em inquérito dos portos | Fábio Campana

Raquel Dodge quer ouvir Temer
em inquérito dos portos

Com o prazo alargado em 60 dias para concluir as investigações no inquérito contra Temer, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, e Antônio Celso Grecco e Rodrimar Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos, Raquel Dodge solicitou ao STF que Temer preste depoimento. Quem decidirá será o ministro Luís Roberto Barroso, que é o relator do processo.
A procuradora-geral da República quer otras cositas mas: registros de 2017 de entrada e saída no Palácio do Planalto de nomes ligados ao processo e registro de doações eleitorais feitas pela Rodrimar S.A. e seus sócios para Michel Temer, o PMDB nacional e o PMDB regional de São Paulo nas eleições de 2014 e 2016.

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

Do Estadão:

O inquérito foi aberto por autorização do ministro Luis Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A necessidade de uma investigação sobre a edição do Decreto dos Portos foi inicialmente apontada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em junho, quando a Procuradoria-Geral da República enviou ao Tribunal a denúncia contra o Temer por corrupção passiva.

Apesar de a petição da PGR falando da necessidade de investigação ter sido enviada em junho, apenas no dia 31 de agosto ela se manifestou a respeito da relatoria. Após verificar que não haveria conexão desta investigação com um inquérito que já tramitou no Supremo sobre o Porto de Santos e foi arquivado em 2011, Janot pediu a livre distribuição do pedido de abertura de inquérito entre todos os ministros. No sorteio, o escolhido foi Barroso.

As suspeitas sobre Temer em torno da edição do Decreto dos Portos surgiram a partir de uma conversa de pouco mais de 2 minutos com Loures interceptada pela Polícia Federal em 4 de maio. Loures, que foi assessor especial da Presidência, estava grampeado. O deputado tentava saber sobre a assinatura do Decreto dos Portos e Temer informou o parlamentar que iria assinar o decreto na outra semana.

Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto não havia se manifestado até a publicação deste texto. Quando o inquérito foi instaurado, a defesa do presidente disse que o decreto “não beneficiou, em qualquer escala, a empresa Rodrimar S.A.” e que Temer não autorizou a Rodrigo Rocha Loures o repasse de informação a qualquer pessoa.

A Rodrimar, por sua vez, informou à reportagem que em seus 74 anos de história “nunca recebeu qualquer privilégio do Poder Público” e que seus executivos “estão, como sempre estiveram, à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento que se fizer necessário”.

A defesa de Rocha Loures comunicou que só vai se manifestar depois de ser notificada oficialmente.

O Broadcast Político não obteve resposta da Casa Civil nem de José Yunes. O coronel Lima não foi localizado.


Um comentário

  1. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 2 de outubro de 2017 – 17:52 hs

    Eu acho que o Temer se estrepou com essa dodge dart.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*