'O Sul é meu País' e os vereadores | Fábio Campana

‘O Sul é meu País’ e os vereadores

Ontem a sessão da Câmara Municipal entrou no trem da discussão sobre o plebiscito informal que deve ocorrer no próximo sábado, o PlebiSul, que vai questionar a população sobre uma possível separação dos estados da região Sul do território nacional.
Goura, que nesta semana entregou um requerimento ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e ao Ministério Público Eleitoral, pedindo providências quanto ao plebiscito, puxou a conversa “Lembro que o que nos une às demais regiões do Brasil é muito maior do que o que nos separa. Jamais abriremos mão de um centímetro sequer do território nacional, essa herança de tantos brasileiros. Vamos cuidar dos interesses do Sul, e com muito carinho do Paraná, e de sua capital, Curitiba, não abriremos mão jamais dos brasileiros. O Paraná é e para sempre será o nosso jeito de ser o Brasil. O Brasil é o nosso país”. Ele contou que depois de se manifestar contrário ao movimento, passou a receber ameaças.

Em contraponto, o vereador Mauro Ignácio (PSB) considerou que “O Sul é meu país” trata-se de “movimento pacífico” que a população “tem todo o direito de se manifestar”. “Esse movimento separatista do Sul já é antigo e de tempos em tempos, quando a corrupção está em alta, quando a criminalidade está em alta, quando campanhas de ideologia de gênero, Escola Sem Partido, são o tema da sociedade, esses movimentos se fortalecem e vêm para a rua”, disse.

Mauro Ignácio declarou que espera que “a população saia das redes sociais e vá para as ruas se manifestar”, mas de maneira “ordeira”. “Ao contrário do que aconteceu aqui em junho, quando nós não conseguimos debater e essa Câmara foi invadida quatro vezes. Isso sim é ilegal, isso sim não é permitido”. O vereador referiu-se às invasões ao Palácio Rio Branco e posterior ocupação do plenário por manifestantes durante a votação do Plano de Recuperação (leia mais).

Na opinião da vereadora Noemia Rocha (PMDB), movimentos separatistas como este refletem uma “sociedade doente”. Para ela, é necessário resgatar valores familiares e questionar o papel dos políticos para proporcionar melhores condições de vida para a população. “Se não estamos contentes com os políticos, vamos retomar a discussão de investimentos na educação, na saúde, em moradias e não pensar que a solução é a divisão”, opinou. “Ouvir que o vereador Goura há dias tem recebido ameaças por falar a verdade, isso é inversão de valores, de conceitos.”

Ela afirmou ainda que os agentes políticos também são culpados por esse movimento popular. “O antigo prefeito não era aliado do governador, não tinha recursos para a cidade. Agora que o prefeito é alinhado, pode tudo. Está derramando investimento, porque faz parte do grupo. Isso é uma questão cultural, mas errônea”, criticou Noemia. Em resposta, Mauro Ignácio disse que Curitiba não foi prejudicada, mas que “não tinha certidão negativa do Tribunal de Contas, por isso não tinha investimentos públicos do Governo do Estado”, rebateu, referindo-se às dívidas da gestão passada, que não haviam sido quitadas (leia mais) e que, por isso, o Tribunal de Contas não emitiu a certidão – documento que atesta a ausência de dívidas do município –, o que inviabiliza a firmação de convênios.

(Com informações da CMC, fotos: Chico Camargo/CMC)


5 comentários

  1. CAÇADOR DE VERMES PETISTAS
    quinta-feira, 5 de outubro de 2017 – 13:54 hs

    Totalmente favorável.

    É ridículo o Estado de São Paulo, Pará, Sta Catarina e Rio Grande do Sul, maior celeiro do Brasil, trabalhar pra pagar impostos pra União Federal, sustentar os cidadãos do Norte e Nordeste que NÃO são culpados por isso vez que os governos populistas preverem prover os Nordestinos as custas de bolsa família, vale gás, vale, taxi, vale tv, vale isso e aquilo ao invés de promover incentivos pra instalação de Industrias, levar água pra irrigar lavouras enfim cria empregos que da dignidade as pessoas, alimenta sonhos e garante o futuro.

    Lula e Dilma acabaram com o Brasil com esse populismo miserável e nojento.

    Eu sou a favor sim.

  2. quinta-feira, 5 de outubro de 2017 – 14:54 hs

    aí “gostosão” cagou-se todo !

  3. TO DE OLHO
    quinta-feira, 5 de outubro de 2017 – 19:36 hs

    DONA NOÉMIA: SOCIEDADE DOENTE É AQUELA QUE TEM COMO ÍDOLOS, UM TAL DE “LAMPIÃO” E UM TAL DE “LULA”.

  4. Sapo Eletrico
    quinta-feira, 5 de outubro de 2017 – 20:05 hs

    Se o Sul virar EUS – Estados Unidos do Sul, quem me garante que não vai continuar havendo roubalheira como agora?

    O Parana vai ter que pagar o rombo financeiro do RS, que não paga direito os professores. O Parana vai ter que socorrer os catarinenses, em face a seu mau planejamento contra enchentes.

    – a capital vai pra Porto Alegre, seremos governados por gaúchos, talvez uns incompetentes como o Sartori.

    Sou gaúcho.nasci e saí do RS a 30 anos. Isso foi maravilhoso pois não preciso ter que aturar a incompetência do governo gaúcho.

    – terei que fazer uma nova identidade
    – fazer passaporte pra ir a São Paulo
    – o tempo de contribuição do INSS, como fica? Volatará ao zero?
    – não poderei mais lutar pela Amazonia, pois esta será em outro país.
    – o que compro de São Paulo deverá virar artigo importado, sujeito a novos impostos?

    Esse negocio de separatismo só tem amparo na mente de um ou outro gato pingado, com idéias utópicas. Enquanto o mundo se alia em blocos comerciais tem um ou outro aqui no Sul, na contramão da História, tentando reinventar a roda!

    Separar o Sul, do Brasil é separar Érico, de Veríssimo
    E separar Tony, de Ramos
    É separar Vera, de Fisher

    É separar a bomba e a erva ,da cuia!

    Viva o Rio Grande!
    Viva Santa Catariana!
    Viva o Paraná!

    VIVA O BRASIL!

  5. Paulo Tadeu Macedo Neves
    quinta-feira, 5 de outubro de 2017 – 22:19 hs

    Mais um vereador IDIOTA de Curitiba.

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