Nova cifra para custo de denúncias contra Temer: R$ 32 bilhões | Fábio Campana

Nova cifra para custo de denúncias contra Temer: R$ 32 bilhões

(Foto: Lula Marques/AGPT)
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a negociação política para barrar duas denúncias criminais contra o presidente da República, Michel Temer, tem um custo que pode chegar a R$ 32,1 bilhões. Essa é a soma de diversas concessões e medidas do governo negociadas com parlamentares da Câmara entre junho e outubro, desde que Temer foi denunciado pela primeira vez, por corrupção passiva, até a votação da segunda acusação formal, pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça.
A soma é capaz de comprar 389.534 ambulâncias ou 626.145 viaturas policiais ou 642.000 casas populares ou 14.459.459.459 merendas escolares ou construir 722.159 quadras poliesportivas… Mas as excelências preferem tratar do próprio plano de poder.

O preço para impedir o prosseguimento das denúncias supera em R$ 6 bilhões os recursos previstos por Temer para pagar parcelas de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família ao longo do ano que vem. O programa de complementação de renda foi orçado em R$ 26 bilhões, em 2018. Também é maior do que o custo total para a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, atualmente estimado em cerca de R$ 30 bilhões.

Temer precisa de 172 votos a seu favor, ausências ou abstenções para barrar a segunda denúncia. Na primeira votação, ele obteve 263 votos. Segundo aliados, o presidente tem 240 votos garantidos, mas poderá chegar a 270 votos, resultado que confortaria o Palácio do Planalto e deverá servir como espelho para estratégias de tramitação das reformas tributária e da Previdência.

Além das concessões, de junho a outubro, o Planalto ainda empenhou R$ 4,2 bilhões de emendas parlamentares individuais de deputados, que têm execução obrigatória desde 2015. O ritmo de liberações, no entanto, é definido pelo governo e foi um dos trunfos para barrar a primeira denúncia. Se fossem consideradas, a conta subiria para R$ 36,3 bilhões.


4 comentários

  1. Jose Nascimento
    quarta-feira, 25 de outubro de 2017 – 10:16 hs

    Pois é ….Num Pais em que a justiça vira Pó, até Aécio respira aliviado. esses 32 bi, Não é nem muito nem pouco, tudo de mais faz mal, até água, imagine o resto. enquanto isso na Patagônia , a justiça anda a todo vapor, para pegar um comprador de Triplex, Apartamento conjugado, pedalinhos, sitinhos. Para abastecer a campanha política de 2018, sem a força e credibilidade que houve em 2016, quando descobriram um tal de DÓRIA.

  2. PEDROCA DO SUDOESTE
    quarta-feira, 25 de outubro de 2017 – 10:19 hs

    Se tiver mais uma denúncia contra o hómi, de repente vai dar,ceder ou doar o Palácio do Planalto,do Jaburi,a MARCELA talvez. O hómi tá dando tudo e mais um pouco. E ,os nobres deputados se aproveitam,

  3. Azedo
    quarta-feira, 25 de outubro de 2017 – 11:45 hs

    Só falta rifar a Marcela!

  4. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 25 de outubro de 2017 – 12:21 hs

    É mais um prejuízo causado pela parquetada de Janot, que deve ser somado às centenas de bilhões de reais que o Brasil deixou de ganhar desde o vexame das delações megapremiadas. Aliás, Janot precisa se entender sobre os valores da corrupção no Brasil: afinal, são 100 bilhões como ele disse ou 200 bilhões como dizem seus pupilos.

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