Ex-miss suspeita de participar de sequestro deixa a cadeia | Fábio Campana

Ex-miss suspeita de participar de sequestro deixa a cadeia

Presa em flagrante por envolvimento no sequestro de um empresário de Curitiba, a ex-miss Pinhais Karina Reis, de 25 anos, obteve habeas corpus e deixou a Penitenciária Feminina de Piraquara. A decisão é da 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais. Em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (6), o advogado Guilherme Menezes dos Santos disse que a Justiça entendeu que não há indícios suficientes para que Karina continuasse presa.

“Com as investigações e depoimentos, ficou claro que não há provas contundentes que possam ligar ela ao crime. Ela está em casa desde sábado e estamos aguardando a acusação do Ministério Público e posterior audiência de instrução, onde iremos apresentar todas as provas e afastar da Karina qualquer indício de participação no crime”, disse Menezes. As informações são da Banda B

Karina chegou a ser apontada pela investigação do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) como uma mentora do crime. A ex-miss chegou a trabalhar no escritório de publicidade da vítima e, segundo a Polícia Civil, teria levantado informações sobre a vida e hábitos do empresário.

Menezes, porém, garante que Karina nunca mais teve contato com o empresário em 2013. “Ela nunca mais teve contato com a vítima, foi uma infeliz coincidência que ocorreu. Ela trabalhou por trinta dias na empresa dele e nunca mais teve contato. Foi uma simples fatalidade”, afirmou.

Além de Karina, a mãe do policial militar Janerson Gregório da Silva já havia obtido um habeas corpus e também responde ao processo em liberdade. Já Janerson segue detido no Batalhão da PM em Piraquara, mas a defesa já entrou com pedido de liberdade.

Um quarto suspeito, identificado como Vinícius Camilo da Silva, de 23 anos, prestou depoimento no final de setembro. Ele também responde ao processo em liberdade.

O crime

Karina, o soldado Janerson e a mãe dele foram presos na noite de 29 de agosto, no bairro Jardim Botânico. O empresário foi rendido após combinar uma falsa reunião de trabalho com um dos suspeitos. A família foi acionada para o pagamento do resgate, que não chegou a ser pago porque policiais do Tigre conseguiram localizar a vítima.

De acordo com a PM, o empresário foi rendido ainda dentro do carro, quando chegava para a suposta reunião de trabalho. Os bandidos colocaram o ameaçaram com arma e o levaram para um local desconhecido. Ele foi amarrado, amordaçado e colocado no porta-malas.


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